António Cardinal*

António Cardinal*

O MagicValongo-Festival Internacional de Ilusionismo, completados 27 anos, renova-se e confirma a sua vitalidade assente numa marca identificativa que há muito ultrapassou fronteiras, reforçando e não abdicando da verdade de ser “a mais antiga iniciativa realizada em Portugal no âmbito da Arte Mágica, com realizações anuais sem qualquer hiato” .

Desta vez, sugestão vinda dos responsáveis da CMValongo, o MagicValongo-Festival Internacional de Ilusionismo, acrescentou ao programa das actividades um módulo dedicado exclusivamente a jovens candidatos a mágicos (m/f), com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos de idade.

É o pioneirismo, mais uma vez, a distinguir o MagicValongo- Festival Internacional de Ilusionismo e Concelho de Valongo, tendo naturalmente como objectivo servir o Ilusionismo em geral, já que este novo módulo admite candidaturas nacionais e estrangeiros.

São os “Palmo e ½” – assim foi baptizado este novo módulo – que prestarão prova diante de um júri, composto por três elementos, dois dos quais Ilusionistas de comprovados conhecimentos técnicos sendo que o terceiro pertencerá ao sector da Cultura e Juventude da C.M. Valongo.

O Júri fará uma primeira observação em privado aos candidatos “Palmo e ½”, seleccionando a partir daí 20, e serão estes que se apresentarão posteriormente diante do Júri e do público, que terá acesso livre.

Esta iniciativa, pioneira em Portugal, decorrerá naturalmente enquadrada no programa do  MagicValongo-Festival Internacional de Ilusionismo, nas instalações do Fórum Cultural de Ermesinde, onde o Festival decorre de 28 a 30 de Setembro, acolhendo destacadas figuras do Ilusionismo internacional e nacional.

Helder Guimarães, campeão do Mundo FISM_2006, foi “Prémio Incentivo” no MagicValongo de 1996

Todos os jovens candidatos inscritos receberão um diploma de presença sendo que os 20 finalistas além do diploma serão contemplados com um truque e actuarão para uma plateia generalista.

Trata-se, de facto, de uma estimável iniciativa, a preservar, focada na pedagogia do Ilusionismo/Arte, encarada pelos responsáveis – Organização/sector da Cultura e Juventude da CMValongo, com as indispensáveis precauções, traduzidas em várias reuniões, a fim de analisar ao detalhe possíveis consequências mais ou menos favoráveis, num imaginário de futura opção ou carreira, face às idades dos candidatos.

O importante, no objectivo deste novo módulo, centra-se sobretudo na prioridade da oportunidade aos jovens (m/f), não na competição entre candidatos a Ilusionista.

Refira-se que ao longo destes 27 anos ininterruptos, o MagicValongo tem-se empenhado em estimular, com “outros prémios”, Ilusionistas que se destaquem por variadas razões na Arte do Ilusionismo atribuindo o “Prémio Especial do Júri”, “Prémio Revelação”, “Prémio Juventude”, “Prémio Simpatia”, “Prémio Dedicação ao Ilusionismo” “Prémio Criatividade”, “Prémio Incentivo”, dispensando a este especial atenção . O “Prémio Incentivo”, actualmente patrocinado pelo Jornal Tribuna de Macau, já distinguiu, entre outros Ilusionistas, hoje destacadas figuras nos palcos do Mundo e do Ilusionismo, os portugueses Helder/Campeão do Mundo FISM em Cartomagia, o único português até agora (Helder venceu antes, no MagicValongo de 1994, o Prémio Revelação), David Sousa/2º Prémio FISM em Manipulação, a dupla Pedro Teixeira e Gonçalo Jorge/3º Prémio FISM em Magia Geral ou Mário Daniel, o Ilusionista dos “Minutos Mágicos”.

 

DITO

– Raul Alegria, um dos convidados do MagicValongo 2018, está de momento a actuar em Banguecoque. Da Tailândia partirá directamente para os palcos da 27ª edição do MagicValongo-Festival Internacional de Ilusionismo a realizar-se nos dias 28, 29 e 30 deste mês. Refira-se que o espanhol Raul Alegria foi um dos vencedores do “Prémio Incentivo” (2002) agora patrocinado pelo Jornal Tribuna de Macau.

 

– A equipa “MP/PJ” entrou nos relvados dos futebóis, decidida e atacante, com o propósito de derrotar os “futeboleses” (aqueles que jogam fora das quatro linhas). Daí resultou a detecção de um conjunto de faltas, graves e menos graves, com os atacantes  hackers em destaque. Sem hesitar, a equipa “MP/PJ” apitou, acusou, pronunciou e, ao jeito de penálti, pôs um hacker “futebolês” em prisão preventiva. Dúvida de Mágico: neste cenário de muitas dúvidas, hackers e milhões de euros no “relvado” bolsista, não seria prudente a CMVM entrar em campo, tendo em conta, naturalmente,  a presunção de inocência?

 

* Ilusionista – coordenador do MagicValongo Festival Internacional de Ilusionismo