HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Uma aparatosa operação policial às obras do Centro Cultural de Macau, ao NAPE, resultou ontem na captura de um número não determinado de imigrantes clandestinos. Cem elementos da Unidade Táctica de Intervenção da Polícia (UTIP) e agentes da Repartição de Informação de Polícia desencadearam ontem de manhã uma rusga no local de construção do Centro Cultural. A operação durou mais de três horas, o tempo necessário para passar em revista os documentos de identificação dos mais de 700 homens que ali trabalhavam. No final da morosa investigação, a polícia descobriu que mais de 20 trabalhadores não tinham os seus documentos em ordem. Verificados estes casos à lupa, chegou-se à conclusão que alguns deles eram realmente imigrantes ilegais. Estas informações foram dadas por uma fonte da PSP durante a conferência de imprensa que, todavia, não revelou o número exacto de trabalhadores detectados. As obras de construção do Centro Cultural começaram hà dois anos e é a primeira vez que a polícia desencadeia ali uma operação de fiscalização.

 

CERCA DE 10 MIL SEM TRABALHO

A taxa de desemprego em Macau entre Maio e Julho atingiu 4,7 por cento da população activa o que corresponde a cerca de 10 mil desempregados, revelou o secretário-adjunto para a Coordenação Económica, no final da reunião do Conselho de Concertação Social. Falando no final da reunião, em que o tema dominante foi a situação do mercado laboral, Vítor Pessoa indicou que a taxa de desemprego aumentou meio ponto percentual entre Maio e Julho, face ao período entre Abril e Junho. Segundo Vítor Pessoa, a crise que afecta a região asiática contribuiu para o aumento do desemprego em Macau, “fundamentalmente ao nível do comércio por grosso e a retalho, dos restaurantes, da construção civil e dos serviços em geral”. “Estamos perante uma situação de desemprego mais intensiva em sectores que estão expostas ao factor externo, que é o caso do turismo e o caso do comércio”, disse Vítor Pessoa, que admitiu que a situação actual do mercado laboral “preocupa” o governo e os parceiros sociais. Durante a reunião, o CPCS teve em conta, além das estatísticas oficiais sobre o desemprego, exposições entregues recentemente ao governo pela Associação Geral dos Operários de Indústria de Macau e pela Associação de Empregados de Estabelecimentos Comerciais de Macau.