HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O Grupo de Trabalho para Assuntos Políticos levou um dia inteiro para discutir a participação dos funcionários públicos na eleição do Chefe do Executivo. No final, os membros chegaram a um consenso de que os funcionários públicos precisam de renunciar aos seus cargos para entrarem na “corrida”. Foi assim decidido, com base no argumento da neutralização política. Além do tópico da participação dos funcionários públicos, o sistema de nomeação também absorveu longo tempo de discussão na reunião de ontem. Soube-se que a maioria dos membros era a favor do voto secreto na nomeação dos candidatos. Os membros explicaram que a eleição por voto secreto estaria dentro dos parâmetros dos cinco princípios. “É o melhor sistema para ser adoptado na eleição do Chefe do Executivo o que não criará preocupações aos proponentes, que serão livres de escolher os candidatos”, explicou Sio Vai Wan, coordenador do Grupo de Trabalho para os Assuntos Políticos, salientando que, “na realidade, existe uma ligeira diferença no sistema seguido em Hong Kong, onde os proponentes do Chefe do Executivo tiveram de preencher dois boletins e tiveram que escolher da lista dos participantes e escrever também os seus nomes como proponentes”. Leonel Alves considerou, por seu lado, que a partir do momento em que “haverá apenas 200 membros na Comissão de Eleição, é melhor adoptar o voto secreto para a nomeação”. Um outro membro do Grupo de Trabalho para Assuntos Políticos, Eric Yueng, apoiou também o sistema de voto secreto.

 

CHINA PEDE MAIS ESFORÇOS NO COMBATE AO CRIME

A menos de um ano da transferência da administração de Macau para a China, “esperamos que o Governo de Macau assuma verdadeiramente as suas responsabilidades e melhore a situação da segurança pública como única maneira de concretizar uma transição serena e uma transferência de poderes pacífica”, disse Chen Ziying, vice-director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado chinês. Chen Ziying, que é também o secretário-geral da Comissão Preparatória da Região Administrativa Especial de Macau, adiantou que o governo chinês espera que as autoridades de Macau “prestem séria atenção ao actual problema de segurança pública”. O responsável chinês pelos assuntos de Macau reiterou a posição oficial de Pequim de que o governo da República Popular “apoiará todas as medidas adoptadas pelo Governo de Macau que conduzam à estabilidade social e desenvolvimento” do Território.