HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Ontem à tarde, a Câmara Chinesa Geral de Comércio de Macau organizou um seminário, em que foram abordados dois tópicos: como ajudar as médias e pequenas empresas e como fazer com que os residentes locais gastem dinheiro no Território. Mais de 100 representantes de diferentes organizações de comércio e negócios assistiram ao seminário, e deram algumas sugestões ao governo da RAEM para ajudar na situação económica de Macau. “A Lei de Investimento e Imigração foi implementada em 1995 com o objectivo de atrair investimento estrangeiro em Macau, mas a sua execução não estava a produzir efeitos positivos, porque não estava a atrair imigrantes da China e por isso o actual governo teve de a ajustar”, disse o representante do sector imobiliário, que sugeriu “que o governo da RAEM trate da questão dos imigrantes da China de modo flexível, permitindo que parentes destes imigrantes chineses, que estejam em Hong Kong, em Taiwan ou noutros países estrangeiros possam vir residir para o território”. Segundo salientou “o montante de investimento por família é de cerca de um milhão de patacas, pelo se o governo da RAEM criar uma quota de 2 mil famílias por ano a imigrarem para Macau, haverá dois mil milhões a entrarem anualmente no mercado”. “Sugerimos que o governo permita aos imigrantes usarem metade do seu capital, isto é meio milhão de patacas, para aquisição de habitação, sendo a outra metade para ser usada na criação de uma fundação”, disse, explicando que “já que os residentes precisam de viver em Macau sete anos para se tornarem cidadãos residentes, a fundação deveria ser mantida por sete anos e os imigrantes recebem juros anuais do dinheiro aí colocado”. Um representante das empresas de distribuição de bens, por seu turno, alertou que 30% das médias e pequenas empresas irão fechar se a situação económica não melhorar até à segunda metade deste ano.

 

EDMUND HO AUMENTA COOPERAÇÃO COM ZHUHAI

“Macau vai continuar a cooperar com Zhuhai”, frisou o Chefe do Executivo da RAEM, no decurso de uma visita que ontem fez à vizinha ZEE, e em que sublinhou que “vamos continuar a relacionar-nos em áreas como a construção e o turismo, para além da segurança, particularmente na área da emigração ilegal”. Edmund Ho integrava a delegação de 40 membros de deputados de Macau à Assembleia Nacional Popular, que esteve durante o dia de ontem em Zhuhai, numa visita organizada pelo gabinete de Ligação do Governo Central em Macau. O director deste gabinete, Wang Qiren e o vice-presidente da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês, Ma Man Kei fizeram também parte da delegação, que teve oportunidade de visitar a universidade e uma empresa de alta tecnologia.