HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

A STDM está a negociar com o executivo cabo-verdiano a concessão de jogo no arquipélago, apurou o JTM à margem da Feira Internacional de Cabo Verde, que terminou esta segunda-feira no Mindelo. Para já, pensa-se em fazer nascer um casino na Cidade da Praia, Ilha de Santiago. A Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, que integrava a delegação do Território que se deslocou à FIC’98, considera que o projecto passa pela garantia de que a concessão de jogo será dada em exclusivo, pelo menos, pelo prazo necessário ao retorno do investimento. O projecto de criação de três zonas francas comerciais em Cabo Verde, aprovadas recentemente para as ilhas do Sal, S. Vicente e Santiago (esta última aquela em que se encontra a capital do país) veio dar novo impulso ao interesse da STDM pela concessão do jogo. Neste cenário, o financiamento da futura Feira Internacional de Cabo Verde – em projecto cujo estudo foi elaborado pela Associação Industrial Portuense para o governo de Cabo Verde – pode aparecer como uma contrapartida da concessão do jogo à STDM. Cabo Verde, que actualmente tem em curso um ambicioso projecto de privatizações e estruturou as suas finanças públicas através da celebração com Portugal de um Acordo de Arranjo Cambial, está apostado em dinamizar o seu desenvolvimento. O turismo, sector onde estão previstos grandes investimentos nas ilhas do Sal e da Boavista, constitui outro factor que faz aumentar o interesse na instalação de uma zona de jogo.

 

GOVERNADOR PREOCUPADO COM “LENTIDÃO” DO GLC

O Governador Rocha Vieira expressou ontem a Vitalino Canas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, a sua preocupação sobre a discussão de alguns “dossiers” do processo de transição do Território para a China. No final de uma reunião com Rocha Vieira, o Secretário de Estado disse que o Governador de Macau “gostaria de ver andar mais depressa” matérias que se encontram em discussão no Grupo de Ligação Conjunto. De acordo com Vitalino Canas, as preocupações de Rocha Vieira centram-se, entre outros assuntos, na Lei de Bases do Sistema Judiciário de Macau e nos “dossiers” relativos aos Direitos Fundamentais. Vitalino Canas revelou que discutiu ainda com Rocha Vieira a forma como Portugal vai transferir para Macau as verbas pagas pelo Território em subsídios de reintegração a antigos titulares de cargos políticos.