HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

“A situação de Macau é completamente diferente da de Hong Kong”, disse ao JTM o secretário de Estado, Vitalino Canas, salientando que “nunca entendemos ser necessária a presença de forças militares e não vemos agora qualquer razão para que essa posição seja alterada”. Num despacho da capital portuguesa, o nosso correspondente Fernando Lima comenta que, a avaliar pela reacção do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, o Governo português foi apanhado de surpresa pela decisão da China de enviar tropas para Macau após a transferência de poder em Dezembro de 1999. A posição de Pequim foi anunciada, há poucos dias, pelo vice-primeiro-ministro chinês Qian Qichen no decurso de mais uma sessão plenária da Comissão Preparatória do futuro Governo de Macau. De acordo com o espírito e letra da Declaração Conjunta negociada entre Portugal e a China em 1986 e 1987, não estava prevista a presença de forças militares chinesas em Macau após 1999. Posteriormente essa ideia seria reforçada por Lu Ping, antigo director do gabinete do Conselho de Estado chinês, durante uma intervenção na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu, em Abril de 1997. Interpelado pelos deputados portugueses Barros Moura (PS) e Manuel Porto (PSD), Lu Ping declarou na altura: “Macau é tão pequeno que não será necessário manter lá tropas”. (…) “É uma questão nova que se coloca agora a Portugal”, declarou Vitalino Canas ao JTM, ao comentar o anúncio oficial do envio para Macau de um contingente de forças do Exército Popular de Libertação.

 

RECITAÇÃO DA “CLEPSIDRA” NA MISSÃO DE MACAU

A dinamização do espaço da livraria da Missão de Macau é um dos grandes objectivos da programação que o seu responsável, José Manuel Marques, está a organizar para os próximos meses. A recitação da “Clepsidra”, da obra poética de Camilo Pessanha – um jurista que se encantou pelo território de Macau – está agendada para 29 de Outubro e 2 de Novembro, prometendo dois fins de tarde diferentes na Missão de Macau. Considerando positivo este primeiro balanço ao fim de três meses de reabertura, José Manuel Marques referiu ao JTM que não é alheio o facto de a Livraria visar acima de tudo determinado tipo de clientes-alvo muito específicos, ou seja, aqueles que se interessam pelas questões do Oriente. A distribuição de marcadores de livros no Pavilhão de Macau na Expo foi uma acção de marketing que deu resultados positivos, e que em seu entender muito contribuiu para a visita de novos clientes.