HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O governador Rocha Vieira acusou as seitas criminosas de ameaçarem o futuro de Macau e de constituírem um “obstáculo directo e imediato à autonomia” da Região Administrativa Especial. Sublinhando que a preparação de um “futuro de autonomia” para a RAEM resultou dos compromissos assumidos por Portugal e pela China, Rocha Vieira reafirmou a determinação da Administração portuguesa de combater as seitas criminosas, cujos objectivos considerou “opostos ao que é a vocação estratégica” do território. “Estou certo que a determinação do Governo de Macau no combate sem tréguas às seitas criminosas ser acompanhada por toda a população e encontrará a colaboração eficaz de todos os que estão, como nós estamos, empenhados na defesa da autonomia de Macau”, afirmou. O governador admitiu também que as “práticas recentes” das seitas criminosas “são novas na história de Macau e revelam uma perigosidade inédita”. Considerou igualmente que a resposta à ameaça “inesperada e inédita” dos “bandos criminosos” assume “maior urgência”, porque Macau dispõe de condições “muito favoráveis” para resistir aos efeitos da “crise financeira que se generaliza na Ásia”.

 

TROPAS CHINESAS “NÃO INTERFERIRÃO NOS ASSUNTOS INTERNOS”

“As tropas que a China vai estacionar em Macau depois de 20 de Dezembro de 1999 não interferirão nos assuntos internos do território”, garantiu o director da delegação local da Agência de Notícias Xinhua. Segundo Wang Qiren, a decisão do governo chinês de enviar tropas para Macau após a transferência de soberania “foi já decididamente apoiada e calorosamente recebida pela população local”, mas não especificou, o número de soldados do Exército Popular de Libertação que serão enviados para Macau, limitando-se a indicar que serão “tropas de elite e em quantidade conveniente”. “A presença de tropas chinesas na Região Administrativa Especial de Macau é símbolo da soberania que a China volta a exercer sobre Macau”, sublinhou Wang Qiren, perante o aplauso da maioria dos cerca de mil convidados presentes na cerimónia. O director local da Xinhua afirmou também que o “regresso de Macau representa um grande acontecimento da nação chinesa” e que o território “há-de manter a estabilidade e o desenvolvimento permanentes e caminhar com a Pátria, e cheio de esperança, para o século XXI”.