HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

A União para a Liberdade e Democracia de Macau submeteu ontem um abaixo-assinado ao Governador em que condena o ICM por ter impedido a encenação da peça “História de Macau 1,2,3”. É a segunda vez que o Governo recebe idêntico documento. O caso, considerado por alguns sectores como “censura política”, foi levantado pela imprensa local e teve eco em jornais de Hong Kong. Os signatários da petição salientam que a atitude do ICM é “chocante e insólita”, motivo que os levou a pedir a intervenção de Rocha Vieira. Citando o artigo 37º da Constituição Portuguesa, que garante a todos os cidadãos o direito de expressar livremente o seu pensamento através de todos os meios à sua disposição, os signatários dizem que os cidadãos de Macau não devem ser proibidos de exercerem livremente os seus direitos básicos consagrados na constituição. “A rejeição do pedido de encenação da peça pelo ICM é inaceitável” declaram os responsáveis da ULDM que consideram o acto “uma espécie de censura política”, e pedem ao Governador que condene a decisão injusta do ICM.

 

BANCO DA CHINA CONTINUARÁ A APOSTAR EM MACAU

O presidente do Banco da China, Wang Xuebing, assegurou ontem, na cerimónia de tomada de posse do novo director da sucursal de Macau, que o banco vai continuar a servir o Território e a intensificar as relações de cooperação com os estabelecimentos bancários locais. Wang Xuebing, ao falar durante uma recepção destinada a apresentar o novo director da sucursal de Macau, Zhu Chi, disse ainda que “neste período histórico especial, o banco vai prosseguir o seu desígnio de permanecer em Macau e servir Macau continuando a desenvolver as suas actividades”, criando ao mesmo tempo novas áreas de actuação. Wang Xuebing afirmou estar certo que Zhu Chi criará “uma nova conjuntura das diversas actividades da sucursal” do Banco da China em Macau, contribuindo para a “estabilidade e desenvolvimento da economia e do sector financeiro” do Território. O presidente do Banco da China, que é igualmente membro da Comissão Preparatória da futura Região Administrativa Especial de Macau, lembrou que a sucursal em Macau foi criada há 48 anos e garantiu que continuará “a cumprir efectivamente as funções de banco emissor”.