Roque Chói viveu de perto as últimas décadas da administração portuguesa, na qualidade de conselheiro político do antigo líder da comunidade chinesa, Ho Yin. O antigo deputado da AL e actual vogal do Conselho Consultivo recorda, em entrevista ao JTM, alguns episódios do passado e perspectiva o futuro da RAEM sob a liderança de Edmund Ho – “um homem que, tal como o pai, não é radical e sente uma grande amizade pelos portugueses”. (…) “Durante 30 anos, os respectivos governos confiaram apenas numa pessoa para o papel de mediador. Essa pessoa foi Ho Yin. Era um homem com um coração grande, que sabia gerir muito bem as ligações que tinha ligações com seitas, nacionalistas, comunistas, portugueses. Soube inserir-se bem no meio da sua época. Quando faleceu, o Governador da altura, almirante Almeida e Costa, perguntou-me quem poderia substituir o comendador. Respondi-lhe que não podia ser uma pessoa; eram precisas várias para formar uma figura como ele. Não era fácil encontrar alguém como Ho Yin”, referiu. (…) “Tenho absoluta confiança em Edmund Ho e agrada-me que tenha sido nomeado para o cargo de Chefe do Executivo da RAEM. Agrada-me sobretudo o facto de não ser, à semelhança do pai, uma pessoa radical”, acrescentou. (…) “À medida que acompanho a evolução deste processo, verifico que a concepção de Edmund Ho para o Executivo da RAEM é perfeitamente pertinente e prática. Ele está a formar um governo jovem, com pessoas jovens”, reforçou Roque Chói.
ÓPERA COM MAIS DE 250 PESSOAS
Mais de 250 pessoas vão estar simultaneamente em palco quando no próximo sábado o XIII Festival Internacional de Música de Macau arrancar com a representação da ópera Aida de Giuseppe Verdi, afirmou ontem o director artístico do festival. “Apenas este número dá uma noção da dimensão desta edição que, ao todo, entre artistas e figurantes, vai movimentar mais de 1.130 pessoas”, precisou João Pereira Bastos, para acrescentar que será o último em que desempenhará as funções de director artístico. Pereira Bastos adiantou que o contrato que o liga à administração de Macau para a direcção artística do FIMM termina com esta 13ª edição, pelo que, não tendo até à data recebido qualquer proposta para se manter no lugar, teve de tomar opções, aceitando alguns convites que lhe foram dirigidos em Portugal. Também Paolo Trevisi, director técnico do festival e encenador da ópera, manifestou ser este o seu último FIMM.



