Numa breve declaração à chegada à Cidade da Praia, Rocha Vieira disse ter uma “grande expectativa” em relação aos resultados da visita e considerou que existem “complementaridades” entre Macau e Cabo Verde que podem ser exploradas. “Cabo Verde é um país com uma localização geográfica muito importante e pode ser para o Oriente uma porta de entrada na África ocidental. Também Macau (…) é uma porta de entrada para o grande mercado chinês e para o grande mercado asiático”, disse. Rocha Vieira salientou que se deslocou a Cabo Verde com uma “importante delegação institucional e empresarial” e manifestou a disponibilidade do governo de Macau para cooperar com as autoridades cabo-verdianas ao nível da formação tecnológica, científica e na área do turismo. Para Rocha Vieira, cabe também aos dois governos “criar condições” para que a iniciativa privada possa desenvolver oportunidades de cooperação e de negócios ao “nível associativo e ao nível das empresas”. “Estou convencido que há muito boas oportunidades e, neste caso, trata-se de abrir campos de aproximação para que elas possam ser aproveitadas”, acrescentou Rocha Vieira, que se encontrou ontem com o Presidente da República de Cabo Verde, António Mascarenhas Monteiro.
DSEJ COMEÇOU A PAGAR HORAS EXTRAORDINÁRIAS
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude já iniciou o processo de pagamento de horas extraordinárias aos professores que entretanto tinham ganho a causa em sede do Supremo Tribunal Administrativo. Passados todos estes anos, com uma passagem pelos tribunais, os docentes que reclamaram prescindiram mesmo de receber os juros, para não atrasar ainda mais os processos. E não se pense que são trocos. Só dos 68 docentes que entregaram ao advogado Sérgio de Almeida Correia os seus casos, os Serviços de Educação e Juventude vão ter de reembolsar mais de 2,5 milhões de patacas. Ao todo são perto de uma centena de professores que exigiram da Administração montantes que vão das 1.000 às 100 mil patacas por trabalho extraordinário que os Serviços de Educação entenderam que não pagavam. De referir que a maioria dos docentes que esperavam pelo pagamento das horas extraordinárias já não se encontra a trabalhar no Território, estando já colocada em Portugal.




