HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O sinólogo e historiador padre jesuíta Benjamim Videira Pires, fundador do Instituto Melchior Carneiro, foi ontem a enterrar na sua terra natal. Fica a memória de um homem a quem Macau muito deve. Benjamim António Videira Pires, 82 anos, residia na sua terra natal, Torre de D. Chama, Trás-os-Montes, desde que deixou Macau em meados de 1998, onde chegou pela primeira vez em 1949. Nasceu a 30 de Outubro de 1916 tendo ingressado, em 1932 na Companhia de Jesus e em 1936 concluiu o curso superior de Humanidades Clássicas e de Literatura Portuguesa no mosteiro beneditino de Alpendurada, concelho de Marco de Canavezes. Em 1940 obteve o bacharelato em Filosofia na faculdade de Filosofia de Braga rumando depois para Granada, Espanha, onde estudou quatro anos de Teologia na Faculdade de Cartuja. A 5 de Agosto de 1945 foi ordenado sacerdote no Porto e em Novembro de 1948, com 32 anos, partiu para Macau. Ao longo da sua vida, Benjamim Videira Pires, especializado em língua e cultura chinesas, escreveu mais de uma dezena de livros sobre história e poesia – alguns dos quais estão traduzidos para japonês – sendo as suas obras mais conhecidas “Os extremos conciliam-se”, um livro sobre as civilizações portuguesa e chinesa, e “Taprobana e Mais Além”.

 

APIM ANUNCIA CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO

O presidente da APIM anunciou sexta-feira a intenção de criar um Centro de Documentação da Comunidade Macaense. “É um projecto ousado, certamente de não fácil execução, talvez dispendioso, mas indiscutivelmente necessário, direi mesmo fundamental do ponto de vista histórico, cultural e social”, sublinhou José Manuel Rodrigues, durante a inauguração da nova sede da instituição. O Governador manifestou a disponibilidade da Administração de Macau “colaborar e cooperar” de forma “intensa, verdadeira, sincera e leal” com o primeiro chefe do executivo da RAEM, logo após a sua indigitação. (…) Rocha Vieira quis também reafirmar a “solidariedade do Governo” para com os “esforços” das comunidades portuguesa e macaense em se organizarem por forma a permanecerem na RAEM “de pleno direito” e com as “condições necessárias para enfrentarem a mudança que naturalmente vai acontecer com a transferência da Administração para a República Popular da China”. Desde o início do ano lectivo 1998/1999 que a APIM está a gerir o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes que conta actualmente com cerca de 260 crianças entre os três e cinco anos.