HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Realiza-se na próxima terça-feira a cerimónia de abertura pública relativa ao concurso de construção do novo edifício da Assembleia Legislativa, na zona dos Lagos Nam Van. Apesar da situação de estagnação que se vive no sector da construção civil espera-se que dêem entrada nas Obras Públicas uma dúzia de propostas. A abertura das propostas coincide com a fase final deste projecto, que visa dotar o segundo órgão de Governo próprio do Território de novas, mais amplas e funcionais instalações, ainda durante a vigência da Administração portuguesa. Depois da cerimónia, será feita uma primeira análise das propostas entradas, finda a qual as Obras Públicas irão dispor de 20 dias para a conclusão do relatório de avaliação, subindo o processo para instâncias superiores, que terão de tomar uma decisão num prazo que pode ir até às duas semanas quanto à empresa vencedora do concurso. Tudo somado, espera-se que dentro de 45 dias possam ser iniciadas as obras. O novo edifício da Assembleia Legislativa, um projecto da autoria do arquitecto Mário Duque, terá uma área útil de 12,133 metros quadrados, divididas por quatro pisos, um deles subterrâneo, para estacionamento, com uma área de 3,461 metros quadrados.

 

GOVERNADOR EM CABO VERDE

Rocha Vieira chegou ontem à Cidade da Praia acompanhado de uma comitiva empresarial de 16 elementos no início de uma visita de uma visita a Cabo Verde a convite do chefe do governo, Carlos Veiga. Com um carácter marcadamente empresarial, a visita visa o aprofundamento das relações de cooperação política e económica entre Macau e Cabo Verde, pelo que serão assinados vários protocolos nos domínios comercial, tecnológico e da formação profissional. Segundo uma fonte da delegação do Território a deslocação de Rocha Vieira e comitiva a Cabo Verde permitirá também “dar visibilidade a Macau em termos internacionais”. As autoridades macaenses pretendem “manter relações com regiões do Mundo ou grupos de países que podem ter uma influência benéfica” para o território, situação em que Cabo Verde se integra, acrescentou. O interesse das autoridades macaenses por Cabo Verde decorre também da “credibilidade, apetência e estabilidade do país”, segundo a mesma fonte, que referiu o facto de o arquipélago pertencer ao espaço lusófono e de “haver interesse” no aprofundamento das relações “nos dois lados”.