HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O programa de divulgação do Euro na Ásia começou na passada sexta-feira em Macau, com a realização de uma conferência sobre a moeda única europeia. Em Setembro arranca o primeiro de uma série de sete cursos destinados a promover a nova divisa na República Popular da China. A conferência “O Euro: a moeda para a Europa, a moeda para o mundo”, inaugurou um vasto programa, que foi inicialmente apresentado pelo Governador Rocha Vieira aquando dos contactos que manteve em Dezembro de 1997, com responsáveis da União Europeia, e posteriormente aprovado pelas instâncias em Bruxelas. O programa de divulgação do euro reforça o papel de Macau como espaço de contacto entre a Ásia e a União Europeia e está dividido em três fases; a primeira consistirá na realização de cursos intensivos de familiarização com o Euro e os destinatários são sobretudo académicos e economistas da República Popular da China, uma segunda composta por conferências viradas para meios académicos e responsáveis de topo de bancos centrais e comerciais e numa terceira fase, de disseminação de informação.

 

CASINOS NA MONGÓLIA COM CAPITAIS DE MACAU

A concessão exclusiva dos casinos na Mongólia acaba de ser entregue à empresa “Monmacau”, uma “joint-venture” com capitais de Macau e da Mongólia que deverá iniciar operações dentro de seis meses. O empresário de Macau Wong Cheng Wai, director-geral do “Iat Tat Group International Investment”, sediado no Território, possui 60% do capita da “Monmacau” e o empresário mongol Luvsanchultemiin Baigal, que representa uma série de marcas estrangeiras no país, 40%. Wong Cheng Wai, natural de Fujian, na China, com investimentos em várias províncias chinesas, disse à Lusa que a “Monmacau” terá o exclusivo dos casinos na Mongólia por um período de 10 anos, estando autorizado a abrir 10 casinos. O empresário de Macau escusou-se a revelar os valores envolvidos na transacção limitando-se a dizer que tem de pagar ao governo da Mongólia, no início das operações, 10% dos lucros brutos, valor que aumenta 3 por cento ao ano até um máximo de 40. “Temos também de criar um fundo com 3% dos lucros, que será gerido com objectivos sociais e culturais” disse Wong Cheng Wai. Acrescentou que a “Monmacau” é ainda obrigada por contrato, a participar em projectos governamentais, de interesse público, com investimentos que se cifram em 50% dos seus totais.