A “acção criminosa” que terça-feira feriu 10 jornalistas e cinco polícias em Macau é um acto de “clara intenção intimidatória” que “jamais” atingirá os seus objectivos, considerou Vitalino Canas, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. “Actos, como este, de clara intenção intimidatória (…) só reforçam a nossa determinação em prosseguir, como até agora, num caminho que visa garantir a segurança e o bem-estar da população de Macau, no quadro de um Estado de Direito”, escreve Vitalino Canas em carta enviada ao repórter-fotográfico Tam Kam Weng, da Agência Lusa, um dos feridos no atentado bombista. Na missiva, Vitalino Canas assinala que a “acção criminosa (…) causou um profundo sentimento de indignação no Governo da República”. O secretário de Estado manifesta ainda, em seu nome pessoal e do Governo português, o desejo do “pronto restabelecimento” dos jornalistas feridos “com a certeza” que continuarão “como até aqui a desempenhar com profissionalismo a sua missão de informar sobre o que se passa em Macau”.
ALBERT CHU PREPARA NOVO DOCUMENTÁRIO
O autor de “Ah Ming’s Macau” prepara o lançamento, em Novembro, de um novo documentário sobre o Território. Desta vez, o tema abordado por Albert Chu gira em torno do “silêncio” da comunidade local. O projecto conta com a participação da jornalista Catarina Mok. Albert Chu, 36 anos, estreou-se como realizador com “Ah Ming’s Macau”, que o público local teve a oportunidade de visionar na última edição da Quinzena de Cinema Português. O jovem cineasta chinês, natural de Macau, retratou então, em 32 minutos de filme – “queria fazê-lo em 90 minutos, mas não consegui meios financeiros para tanto” – o estado de espírito da comunidade chinesa na fase final do período de transição e as suas expectativas relativamente ao pós-99. O tema de “Ah Ming’s Macau”, filme que remonta a 1994 e foi concluído em Setembro de 1996, não anda, de resto, longe do objectivo que assiste à nova série de documentários que este licenciado pela Escola de Vídeo e Cinema da Universidade da Califórnia do Sul pretende desenvolver até ao final do próximo ano” “Há muita coisa a passar-se nesta fase de Macau e penso que é de todo o interesse registar essa vivência”. Sob o título genérico “Macau deles, Macau nosso”, o projecto documental de Albert Chu visa, por outro lado, realçar a própria identidade do Território.




