HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O presidente do Instituto de Desportos de Macau, disse que a realização dos Jogos da Ásia Oriental do ano 2005, em Macau, constitui um desafio e teste à capacidade organizativa das instituições ligadas ao desporto local. Manuel Silvério, que falava durante as comemorações dos 10 anos do IDM, disse ainda existir “uma esperança renovada na adesão de Macau ao Comité Olímpico Internacional”. “Estão praticamente reunidas todas as condições necessárias à emancipação no exterior  do desporto local, sem desculpar, sublinhe-se, o trabalho de fundo que tem vindo a ser realizado no desporto para todos”, assegurou o presidente do IDM. Na sua intervenção, Manuel Silvério fez um historial do desporto em Macau nos últimos anos e recordou que “no espaço de uma década, Macau viu duplicar o número de atletas filiados, somando actualmente os 14.000, repartidos por 43 modalidades e cerca de 500 clubes e o número de instalações desportivas recenseadas que aumentou para as cinco centenas”. “Mais do que um encerrar de um ciclo é um novo ciclo que se abre doravante ao desporto macaense, dotado que está, finalmente, das infra-estruturas necessárias ao seu desenvolvimento e afirmação”, assinalou Manuel Silvério.

 

NOVA CHINA TAMBÉM CONFIANTE NO FUTURO

A China elogiou a “amigável cooperação” sino-portuguesa em Macau e manifestou-se confiante na “suave” transferência de poderes no Território. “O regresso de Macau à Pátria decorrerá sem sobressaltos devido às amigáveis relações de cooperação entre a China e Portugal e ao povo de Macau”, sublinha a agência noticiosa oficial chinesa, num comentário assinalando a entrada nos últimos dois anos da administração portuguesa do Território. “O regresso de Macau será outro grande acontecimento histórico no processo de reunificação da China, juntamente com o regresso de Hong Kong, que pôs em prática o princípio “um país, dois sistemas”, refere o comentário. “Todos os chineses sentem-se inspirados por isso estão confiantes acerca do futuro de Macau”, acrescenta. O comentário salienta, por outro lado, que “os próximos dias anos são cruciais”. Sem precisar datas, a agência noticiosa oficial chinesa refere que vai ser formado o Comité Preparatório da futura Região Administrativa Especial de Macau, o organismo encarregue de escolher o chefe-executivo e o governo que irá dirigir o Território após a transferência de poderes.