HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

EDMUND HO PODE IR SOZINHO A VOTOS

A marcação para 27 de Junho das eleições indirectas que irão determinar os 300 membros da Comissão Eleitoral que terão de escolher o próximo, e pela segunda vez, Chefe do Executivo marca o início do processo que conduzirá à escolha do líder do governo no final de Agosto ou início de Setembro, a cerca de quatro meses do começo do mandato. A Lei que estipula a forma de eleição do Chefe do Executivo, aprovada recentemente pela Assembleia Legislativa, determina que o líder do governo esteja eleito pelo menos 60 dias antes do início do mandato, que começa a 20 de Dezembro de 2004. A eleição do Chefe do Executivo no final de Agosto ou início de Setembro advém, por outro lado, da imposição legal de ter a Comissão Eleitoral formalmente eleita pelo menos 60 dias antes da escolha do Chefe do governo. O mandato de Edmundo Ho termina a 19 de Dezembro, cinco anos depois da transferência da Administração portuguesa de Macau para à República Popular da China. Apesar de não ter ainda manifestado a sua disponibilidade para concorrer a um segundo mandato, será difícil para Edmund Ho renunciar à possibilidade de ficar mais cinco anos à frente do governo dados os índices de popularidade que goza junto dos residentes de Macau os resultados económicos e a estabilidade política e social conseguida. (…) As várias obras públicas lançadas pelo governo, o impulso dado pela liberalização do jogo, o crescimento do sector do turismo e a “imunidade” de Macau face a problemas como a pneumonia atípica que provocou danos profundos nas economias da região contribuíram para a estabilidade social que hoje se vive em Macau e para o voto de confiança em Edmund Ho e na equipa governativa. Para a comunidade portuguesa de Macau, Edmund Ho é também considerado o líder com mais possibilidades de manter viva a presença portuguesa em Macau. Defensor de uma presença portuguesa forte como parte integrante da grande família multicultural, tem manifestado publicamente que a herança cultural deste território é um elemento fundamental da diferença de Macau no seio do Continente chinês.

 

SANDS APOSTA NA DIVERSIFICAÇÃO

O casino Sands, em construção perto do Centro Cultural de Macau, vai insistir no estilo próprio de Las Vegas, segundo admitiu fonte da concessionária, citada pela Agência Nova China. O modelo de operação e gestão do complexo de entretenimento da empresa norte-americana visa essencialmente diversificar as fontes de receitas, como forma de minimizar os riscos inerentes à indústria do jogo. Nesse contexto, a Venetian Macau não irá abrir nenhuma sala VIP no casino, cuja abertura parcial está agendada para meados de Maio. Pelo contrário, irá centrar atenções no desenvolvimento de centros de exposições e convenções, hotéis, restaurantes e centros comerciais.