LUSOFONIA NO ANO DO CEPA
Além de procurar aproveitar as oportunidades criadas pelo CEPA, Macau continuará em 2004 a reforçar o seu papel de plataforma com os países de língua portuguesa, anunciou Francis Tam, durante o debate sectorial das LAG para o próximo ano. “O facto de Macau ter sido escolhido para a realização do Fórum e para a instalação do seu Secretariado Permanente faz sobressair o papel de plataforma do território para a promoção do intercâmbio e cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa. Em 2004, iremos envidar maiores esforços para desenvolver o papel de Macau atrás mencionado, prestando ainda apoio activo aos trabalhos de acompanhamento relacionados com o Fórum em questão”, disse Francis Tam. O Secretário acrescentou que, para além da organização de visitas de estudo empresariais aos mercados de língua portuguesa e da criação de uma rede informativa sobre a cooperação económico-comercial entre esses países, a RAEM irá também apoiar as empresas dos países lusófonos, “proporcionando-lhes conhecimentos para a conquista do mercado do Continente”. Francis Tam sintetizou em três vertentes as principais missões para 2004: manutenção da tendência do desenvolvimento económico, implementação do Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Continente Chinês e Macau, vulgo CEPA, e a criação de três plataformas de serviços – para as relações comerciais com o Oeste da Província de Cantão, para a cooperação económica e comercial entre a China e os países lusófonos e de ligação dos empresários chineses do mundo. Entre as estratégias prioritárias constam o melhoramento das condições para o desenvolvimento das actividades comerciais, implementação do projecto relativo ao parque industrial transfronteiriço entre Macau e Zhuhai e estudo da viabilidade quanto à criação de uma nova zona industrial no território, implementação eficiente das políticas de apoio às PME e intensificação da ligação e coordenação com os serviços governamentais do Continente da área comercial, manutenção da estabilidade e solidez do sistema das finanças públicas e do sistema financeiro, e aperfeiçoamento do regime de segurança social, bem como o aumento das oportunidades de emprego e atenuação das dificuldades do desemprego.
VISITANTES GASTARAM MAIS NO TERCEIRO TRIMESTRE
A despesa per capita dos visitantes, no terceiro trimestre, foi de 1.461 patacas, equivalente a um acréscimo de 4% relativamente ao período homólogo de 2002, informaram os Serviços de Estatística e Censos. Os visitantes da China Continental registaram a maior despesa per capita, com 2.618 patacas, seguindo-se os de Hong Kong com 994 patacas. A despesa per capita variou também entre turistas e excursionistas, com gastos respectivos de 1.727 (-1 %) e 392 patacas (+3%).



