HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

FUNCIONÁRIOS DA STDM ANUNCIAM GREVE

Um grupo de trabalhadores da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau anunciou, para o próximo dia 8, uma greve geral, evocando como motivo as condições de trabalho constantes nos novos contratos da Sociedade de Jogos de Macau (subsidiária da STDM), que consideram “completamente desfasadas da realidade laboral das sociedades modernas, nas quais os mais básicos direitos e garantias dos trabalhadores se encontram defendidos”. A crítica surge num comunicado, subscrito por seis funcionários dos casinos de Stanley Ho, que foi enviado ao Chefe do Executivo, à representação oficial da RPC em Macau, à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e à imprensa. Na mesma nota, o grupo de grevistas acusa a STDM de continuar a “demonstrar que pretende perpetuar o regime de exploração efectuado ao longo de décadas através de um novo manto diáfano e encapotado, agora, sob um regime contratual mais digno do apogeu do capitalismo do século XIX do que do Direito Laboral vigente nas sociedades civilizadas do século XXI. Mas há mais argumentos para a greve, considerando que a STDM “insiste na postura autista dos poderosos que digladiam a arma da vantagem económico-social contra os mais fracos que vivem da força do seu trabalho, ao invés de aceitar o diálogo em defesa da paz social e da boa imagem internacional da RAEM”. Por tudo isto, os trabalhadores lançam mão, em último recurso, ao direito fundamental consagrado no artigo 27° da Lei Básica e, assim, fazem um pré-aviso da greve que pretendem cumprir no próximo domingo (entre as 16 horas e a meia-noite), “em luta pelo respeito dos direitos laborais vigentes na legislação interna e emergentes dos instrumentos jurídicos internacionais aplicáveis na RAEM”. Resta saber se a greve em questão é ou não legal, uma vez que Macau não dispõe de regulamentação legal sobre a matéria. Esta é, pelo menos, a posição já manifestada pela STDM em resposta ao pré-aviso dos funcionários.

 

ENCONTRO EUREKA PROVÁVEL EM MAIO

A terceira edição do encontro internacional de empresários e investigadores europeus e asiáticos Eureka/Ásia deverá decorrer em Macau em Maio de 2003, na sequência de um adiamento solicitado pelo ministério português da Ciência e Ensino Superior. O director-geral do Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau (CPTTM), responsável pelo secretariado da organização do Eurekal Ásia disse à Lusa que uma proposta a sugerir a segunda metade de Maio para a realização do encontro internacional já foi enviada ao ministério português e ao ministério da Ciência e Tecnologia da China, que dão em conjunto chancela oficial ao evento.