REVITALIZAR ZONAS ANTIGAS PARA REDISTRIBUIR RIQUEZA
Ao longo dos últimos meses a revitalização dos bairros antigos tem ganhado novo relevo, com o Governo a intensificar os trabalhos em torno desta matéria apesar das críticas de alguns quadrantes da sociedade, que afirmam que o Governo tem negligenciado as opiniões dos moradores. Na opinião de Chui Sai Peng, membro do Conselho Consultivo para o Reordenamento dos Bairros Antigos, os trabalhos estão a ser efectuados com base num objectivo: elevar a qualidade de vida dos cidadãos. “A economia tem crescido nos últimos anos, mas nem todos os residentes têm beneficiado. Portanto, a revitalização das zonas antigas é também uma forma de redistribuir a riqueza pela população”, disse Chui Sai Peng ao JTM. O primeiro passo a dar é definir o enquadramento legal para o reordenamento dos bairros, “visto que não se pode pedir às pessoas que façam o que quer que seja com base na boa-fé”, frisou. “Sem o enquadramento legal é muito difícil garantir aos moradores que o processo seguirá um determinado padrão”, destacou, defendendo que a revitalização será bastante útil “para ultrapassar problemas sociais que subsistem nesses bairros”. Um dos procedimentos que pode levar mais tempo é a definição do plano de compensações para os moradores. As contrapartidas não podem ser só monetárias, advertiu o também deputado. “A maior parte das pessoas querem voltar para o mesmo bairro”, lembrou Chui Sai Peng, justificando que sem um plano urbano “é muito difícil convencer as pessoas a mudarem-se”. “Os moradores têm de ter conhecimento dos planos, para saberem se vai surgir um parque verde ou novos edifícios, porque tudo isto tem influência na decisão. A forma como os terrenos serão reaproveitados terá efeitos no reordenamento da cidade”, sublinhou.



