PROCESSO DA EPM PODE CONHECER NOVO ENTRAVE
Aconteceu no início do ano e pode repetir-se agora. No passado a pressão dos moradores foi suficiente para alterar a localização da Escola Portuguesa (EPM) da Taipa, agora é a associação do Templo A-Má a discordar da proposta na zona da Barra, uma opinião secundada pela Associação de Pais. O presidente da Associação de Pais da Escola Portuguesa (APEP) não tem dúvidas: “A eventual mudança de instalações da EPM não corresponde a uma necessidade real da escola”. Oliveira Paulo falava durante uma conferência de imprensa organizada conjuntamente com a Associação de Piedade de Beneficência Cheng-Kuoc-Sim-Lam/Ma-Kuoc-Mio/Ma-Cho-Kuoc, instituição ligada ao Templo de A-Má, que também esta preocupada com a possibilidade da escola se deslocar para um aterro a construir na zona da Barra. Segundo a última proposta apresentada pelo Governo da RAEM à Fundação da Escola Portuguesa de Macau (FEPM), o terreno terá um total de nove mil metros quadrados, sendo que aos actuais 2.903 metros quadrados já existentes, será adicionado um aterro com seis mil metros quadrados, que se localizará em frente ao Templo de A-Má. Se esta localização já não agradava à APEP, que apontava o dedo à poluição sonora e atmosférica, para além da questão dos acessos à escola, agora é a vez da associação ligada ao Templo de A-Má se mostrar reticente quanto à opção por este lote de terreno. Para o presidente da referida associação, Francisco Lam, esta não é a melhor solução porque a construção do edifício pode interferir com o culto à Deusa A-Má, uma vez que pode obstruir a vista aberta do templo para o mar. o presidente da associação do Templo A-Má revelou também que já foram enviadas duas cartas para o Executivo, durante o mês de Junho, missivas que, contudo, “ainda não receberam qualquer tipo de resposta”, frisou. Os próximos passos estão também definidos. Para já, as associações pretendem enviar uma carta conjunta ao Governo, para solicitar uma audiência.



