HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

INDÚSTRIA DO JOGO VOLTA A CRESCER

As receitas do sector do jogo em Macau fecharam o primeiro semestre com um total de 25 mil milhões de patacas em receitas brutas, mais 14% do que no mesmo período de 2005. Fonte ligada ao sector do jogo disse que, no final do primeiro semestre deste ano, os 21 casinos em funcionamento na RAEM disponibilizavam 1.925 mesas de jogo e 4.533 ‘slot machines’, mais 310 ‘slots’ e mais 277 mesas de jogo que em igual período do ano passado. Das receitas brutas do sector do jogo, o Governo de Macau cobra cerca de 39% em impostos directos e indirectos. Assim, só nos impostos directos de 35%, o Executivo obteve uma receita contabilizada em 7,732 mil milhões de patacas entre Janeiro e Maio deste ano. Isso traduz um crescimento de 17,4% face ao período homólogo do 2005 e 45% da execução prevista para os 12 meses. O orçamento de Macau, habitualmente feito numa óptica conservadora, tem inscrito para 2006 uma receita de impostos directos sobre o jogo de 17,198 mil milhões de patacas, um valor que deverá ser, contudo, ultrapassado. Isto porque já se prevêem receitas brutas de cerca de 52 mil milhões de patacas, fazendo só os impostos directos atingirem os 18,2 mil milhões de patacas. O sector do jogo tem vindo a crescer de forma significativa desde 2002, altura em que o Governo decidiu liberalizar o sector. Foram então concessionadas três licenças de operador, colocando um ponto final no exclusivo que Stanley Ho detinha há 40 anos. No final de 2005, quando Macau tinha 17 casinos com 1.388 mesas e 3.421 ‘slots machines’, só nos casinos estavam empregadas cerca de 22 mil pessoas. Apenas ligados ao jogo, existiam 18.370 trabalhadores, dos quais 13.500 eram da Sociedade de jogos de Macau, 1.330 da Galaxy e 3.540 da Venetian. Com vários projectos no sector das diversões e hotelaria em construção, Macau deverá ficar a conhecer mais dois espaços de jogo até ao final do ano com a abertura dos casinos da Wynn Resorts e do quinto casino da Galaxy, o StarWorld.