RAEM AINDA NÃO TEM CONDIÇÕES PARA GRANDES CONVENÇÕES
Macau está ainda longe de poder competir ao mais alto nível na indústria das reuniões, iniciativas, conferências e exposições (MICE). Quem o diz é o director dos Serviços de Turismo (DST), Costa Antunes, que defende a necessidade de pessoal qualificado e espaços com maior capacidade, que só devem estar prontos no final de 2007. “Há toda uma dimensão que é preciso criar – neste momento, ainda temos muito para fazer”, disse ao JTM. Para o responsável, quer a “Asian Gaming Expo”, maior mostra asiática de produtos para o sector do jogo, a decorrer na RAEM nos dias 13 e 14 deste mês, quer a “Expo Real Asia”, exposição internacional de imobiliário que acontece na Torre de Macau no início de Dezembro, são ainda eventos de “média dimensão”. Segundo salienta Costa Antunes, “só após a abertura de espaços que possam albergar à volta de cinco mil pessoas [prevista para o final de 2007] é que Macau entrará no mercado das grandes exibições e conferências”. Neste momento, o director da DST afirma que apenas existem condições para organizações de até um máximo de três mil pessoas, isto já contabilizando o novo Centro de Convenções da Doca dos Pescadores. “É entendida a necessidade de criar uma nova estrutura, vocacionada para este sector, que é bastante diferente do sector do turismo de lazer”, avança, referindo-se também ao pessoal. “Se queremos que Macau seja uma cidade internacional nesta área, há que formar e preparar as pessoas para o futuro”. Ou seja, em número e qualidade suficiente e com um elevado conhecimento de línguas. “Pretendemos que se desenvolvam em Macau profissionais e empresas especializadas na área do turismo de negócios e que, ao mesmo tempo, a qualidade dos serviços prestados pelos fornecedores de ‘catering’, transportes, hotéis e promotores de eventos seja internacionalmente considerada alta”, acrescenta o director da DST.



