MACAU “PESA” NA BALANÇA DE SINGAPURA
Na recta final do concurso para a construção e exploração de um casino em Marina Bay, analistas da indústria consideram que a decisão de Singapura deverá balançar entre dois conceitos: convenções e entretenimento. MGM, Las Vegas Sands e Harrah’s são favoritas numa “corrida” que parece ter em conta o “peso” do mercado de Macau. Depois de 26 meses de intenso debate sobre a decisão do Governo de Singapura de autorizar a construção e exploração de dois resorts-casino na zona de Marina Bay e na ilha de Sentosa, o número de operadoras concorrentes à primeira licença do jogo na Cidade-Estado ficou reduzido a quatro, mas no início do próximo mês apenas uma terá motivos para celebrar, com a entrada num mercado que gerou grande interesse entre os gigantes da indústria. Até à data limite do concurso para o resort a construir em Marina Bay, o Governo singapuriano deverá receber propostas definitivas das norte-americanas Harrah’s Enterainment, Las Vegas Sands e MGM Mirage e da malaia Genting, apresentando todas projectos avaliados em mais de cinco mil milhões de dólares. Com a aproximação do “dia D”, os analistas do sector são praticamente unânimes em considerar que Singapura acabará por optar por uma das empresas norte-americanas. A única dúvida parece residir em questões conceptuais, sendo que a Harrah’s – que propõe um futurista parque temático com laivos de Hollywood e a arte do realizador James Cameron – reúne maior dose de favoritismo se a decisão final tiver em conta sobretudo o factor entretenimento. Em contrapartida, à Harrah’s, a maior operadora do mundo de casinos, é apontada frequentemente a falta de experiência em áreas estranhas ao jogo propriamente dito e tal circunstância faz aumentas as possibilidades da MGM e Las Vegas Sands, com provas dadas no segmento das reuniões, convenções e exposições. O apelo turístico e o “design” arquitectónico, com pesos na decisão final de 40 e 30%, respectivamente, foram os factores privilegiados pelo Governo da Cidade-Estado, que atribuiu percentagens de 20% às estratégias de investimento e 10% às parcerias a estabelecer.



