RAEHK “MUITO ATRÁS” DA RAEM NA PROTECÇÃO DO PATRIMÓNIO

O presidente da Fundação Lord Wilson de Hong Kong, Vincent Cheng Hoi-chuen, lamenta que as autoridades não demonstrem maior preocupação na preservação do património cultural. “Hong Kong, com pelo menos 6.000 anos de história, está muito atrás de Macau no que diz respeito à conservação do património cultural”, frisou ao matutino “The Standard”. Vincent Cheng, que é presidente da fundação em homenagem de Lord Wilson, que foi governador de Hong Kong entre 1987 e 1992, falou à margem da cerimónia de apresentação do fotógrafo Edward Stokes, que há cerca de uma década, descobriu fotografias relativas ao período pós-2ª Guerra Mundial na região vizinha, uma iniciativa que serviu também ara abordar a questão da preservação dos monumentos e dos documentos históricos da RAEHK. “O património cultural está a desaparecer gradualmente à medida que a sociedade evolui economicamente. Foram muito poucos os passos que foram dados no que toca à manutenção do património cultural de Hong Kong”, sustentou o presidente da Fundação Lord Wilson, argumentando que as autoridades da RAEM “dedicaram imensos recursos na conservação do património cultural único”. Já numa recente visita a Macau, representantes de instituições de Hong Kong, que vieram a convite da Direcção dos Serviços de Turismo, tinham uma opinião consensual: “Macau oferece um vasto leque de opções turísticas, nomeadamente no campo cultural”. Confiante de que o património cultural da RAEM está bem protegido do desenvolvimento acelerado, um dos representantes, Andrew Coggins, consultor da Escola de Gestão Turística e Hoteleira da Universidade Chinesa de Hong Kong, afirmou que, no que diz respeito à cooperação, “Hong Kong devia passar mais a imagem de que Macau não é apenas jogo e, com isto, poderia também aprender um pouco sobre a conservação dos monumentos históricos”.