HÁ 20 ANOS
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APEP QUER AULAS LONGE DO GRAND LISBOA

A Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEP) considera conveniente ponderar a possibilidade de uma eventual deslocalização, temporária e limitada ao período das obras, da Escola Portuguesa de Macau atendendo “à perigosidade que se antevê pela forma e volumetria do edifício do Grand Lisboa”. Esta é a principal conclusão do relatório que a associação apresentou à direcção da EPM expondo algumas apreensões relativamente ao plano de segurança apresentado pela Hip Hing Engineering, empresa contratada pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), no que concerne às obras do hotel-casino Grand Lisboa e à prevenção de queda de objectos nas instalações da EPM. Da autoria de um grupo de trabalho constituído por vários associados da APEP de formação em Engenharia Civil, o “Relatório de Análise do Plano de Segurança Anti-queda de Objectos da Obra do Casino Grand Lisboa nas instalações da EPM” aponta algumas lacunas ao plano de segurança e elabora também considerações gerais que deveriam ser levadas em conta pelas entidades competentes. Logo no primeiro ponto do relatório, a que o JTM teve acesso, o grupo de trabalho da APEP sublinha que falta identificar nos relatórios de inspecção a existência dos limitadores bidimensionais, bem como os respectivos testes de operacionalidade das gruas nas obras do Grand Lisboa, realçando ainda o facto de “faltar documentação relativa à grua instalada mais próximo das instalações da EPM”. No capítulo das inspecções periódicas, a APEP frisa que os relatórios de inspecção elaborados “devem ser certificados e assinados por pessoa competente e enviados à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, tal como exige o Regulamento de Higiene e Segurança no Trabalho da Construção Civil”, apontando para a “falta da certificação periódica relativa a cada período de 14 meses e da certificação relativa aos exames dos cabos”.