DECISÃO SOBRE A EPM APÓS O VERÃO
A decisão final sobre as novas instalações da Escola Portuguesa de Macau “só vai ser tomada após o Verão”, soube o JTM na capital portuguesa, em fonte próxima do processo. Segundo a mesma fonte, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, já aceitou o convite do Governo da RAEM para se deslocar a Macau, mas isso só acontecerá depois da visita de Edmund Ho a Bruxelas e a Portugal (prevista para o último terço do mês de Junho), tudo levando a crer que venha a chegar à RAEM, “nunca antes de Setembro”. Um despacho da Lusa citando a Rádio Macau, avançou que o Executivo da RAEM propôs ao cônsul-geral de Portugal em Macau um terreno com cerca de 9.000 metros na zona da Barra para as novas instalações da EPM. Citando fontes conhecedoras do processo, e que as fontes do JTM também confirmam, a Rádio Macau revelou que o Chefe do Executivo, Edmund Ho, e o cônsul-geral de Portugal, Moitinho de Almeida, estiveram reunidos esta semana e que o líder do Governo apresentou um novo lote de terreno à entrada do Porto Interior, actualmente utilizado como parque de estacionamento. Em discussão está também a construção de um aterro que permita ampliar o espaço disponível para a escola, uma possibilidade referida pelo JTM e que nos voltou a ser confirmada pelas mesmas fontes. As novas instalações da Escola Portuguesa de Macau – cuja construção já foi apontada para dois terrenos na ilha da Taipa – estão a ser equacionadas depois de um acordo entre a Sociedade de Jogos de Macau, de Stanley Ho, e a Fundação da Escola Portuguesa em que o magnata se comprometeu a pagar – entre donativos e verbas para a construção de um novo edifício – cerca de 290 milhões de patacas. “O dinheiro para a construção das novas instalações não é problema”, salientou-nos, no entanto, outra fonte ligada ao processo, que considera “fundamental uma decisão”, uma vez que, na sua opinião, “o futuro da EPM não passa apenas, nem sequer fundamentalmente, pelas novas instalações”.



