HÁ 20 ANOS
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EDMUND HO APELA AO DIÁLOGO ENTRE TRABALHADORES E PATRONATO

As partes laboral e patronal devem dialogar “o mais rápido possível” e de forma “directa e aberta”, sustentou Edmund Ho, numa referência aos acontecimentos do 1° de Maio. Instado a pronunciar-se sobre a manifestação do dia 1 de Maio, o Chefe do Executivo começou por referir que, além do direito à manifestação estar consagrado quer na Lei Básica quer nas leis vigentes em Macau – permitindo assim aos cidadãos o direito de se manifestarem pacificamente – o Governo também compreende as suas solicitações. “Todavia, quem se manifesta deve respeitar a ordem a pública e não perturbar o quotidiano do resto da população, como também a sua actividade comercial”, disse ainda Edmund Ho, que garantiu que as autoridades irão executar a lei de forma rigorosa. Aproveitando a ocasião para reiterar que “o Governo sempre se preocupou com as relações entre trabalhadores e patrões”, o Chefe do Executivo assegurou também que as autoridades estão a acompanhar as questões relativas à importação de mão-de-obra e trabalho ilegal e disse esperar que trabalhadores e patronato possam sentar-se à mesa das negociações e “activar, o mais breve possível, um mecanismo de diálogo”. “Por sua vez, o Governo assumirá uma postura imparcial e irá auscultar a opinião pública”, salientou Edmund Ho, que se manifestou “bastante satisfeito” por verificar que o sector empregador – especialmente o da construção civil e da indústria – está “empenhado em dar o próximo passo para iniciar os trabalhos de diálogo com o sector laboral, a fim de resolver de forma adequada” as questões relativas à importação de mão-de-obra e trabalho ilegal.