ASSOCIAÇÕES LAMENTAM CONFRONTOS E DETENÇÕES
As associações que organizaram o protesto do dia 1 de Maio lamentaram os acontecimentos que marcaram a manifestação, nomeadamente os confrontos com a polícia e as detenções. Num comunicado, os responsáveis das oito associações explicam que o objectivo da manifestação não era afectar o normal funcionamento da cidade, com as implicações que teve para o trânsito, comércio e quotidiano dos cidadãos. Os dirigentes lamentam não ter conseguido controlar alguns manifestantes que se encontravam mais exaltados, elementos que acabaram por gerar situações de maior tensão. Já no dia anterior a PSP tinha explicado, também através de um comunicado, que, com o objectivo de conciliar o exercício do direito de manifestação e o bom ordenamento do trânsito de pessoas e veículos nas vias públicas, foi programado para os manifestantes um itinerário específico até à sede do Governo, traçado que não foi cumprido e que provocou “um enorme engarrafamento no trânsito” e alterou “os afazeres dos outros residentes por cerca de uma hora”. No final dos esclarecimentos, as associações de trabalhadores locais voltaram a apresentar as reivindicações que são feitas ao Executivo, pedindo “mão firme” no controlo à importação de mão-de-obra. Para além de pedirem sanções mais pesadas para os empregadores que contratem trabalhadores ilegais e o estabelecimento de quotas para a contratação de trabalhadores de fora por parte das empresas, as associações querem que o Governo reduza o número de operários estrangeiros actualmente em Macau para metade, abaixo dos 25 mil, permitindo aos trabalhadores locais ocupar essas vagas.



