MINISTÉRIO PÚBLICO SEM MÃOS A MEDIR
O Ministério Público (MP) registou mais 11% de casos autuados no primeiro trimestre de 2006, chamando a atenção para o registo de sete casos de branqueamento de capitais, quando em 2005 não tinha sido identificada nenhuma ocorrência. Os casos de burla e extorsão aumentaram 39% no primeiro trimestre, comparativamente ao número registado em igual período de 2005, passando dos 137 para 191 este ano. Também os casos de imigração ilegal registaram uma acentuada subida, na ordem dos 40%, contabilizando-se 333 casos nos primeiros três meses do ano, em comparação com os 238 verificados em igual período do ano transacto, segundo dados estatísticos divulgados pelo MP. No primeiro trimestre o MP autuou 3.036 processos penais, o que traduz um acréscimo de 313 comparativamente ao ano transacto. Os casos relativos a acidentes de viação e de jogo ilegal e usura também registaram acréscimos de 22 e 31%, respectivamente, o que se traduz, no primeiro caso, em mais 43 acidentes rodoviários e, na segunda circunstância, numa subida de 49 para 64 casos. No capítulo dos crimes de furto, roubo e dano patrimonial o MP registou um aumento de 9%, passando de um total de 1.064 processos nos primeiros três meses do ano passado para 1.159 ocorrências contabilizadas em igual período de 2006. De acordo com o MP, a tendência de crescimento estendeu-se também aos casos de falsificação de documentos, moedas e títulos de crédito, ofensa à integridade física, homicídio, peculato, violação dos direitos da propriedade intelectual e violação da vida privada.



