HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

COI VÊ MACAU COMO EXEMPLO DE “DINAMISMO”

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) salientou, em Seul, o “dinamismo” da região asiática ao nível das competições desportivas e referiu, como exemplo, os Jogos da Ásia Oriental, que tiveram lugar em Macau. Ao intervir na reunião do Conselho Olímpico da Ásia, Jacques Rogge salientou que a Ásia tem estado muito activa na organização de eventos desportivos internacionais sancionados e dentro do espírito do COI, como foram os quartos Jogos da Ásia Oriental, que decorreram entre Outubro e Novembro de 2005 em Macau. Na presença de Mario Vázquez Rafía, presidente da Associação dos Comités Olímpicos Nacionais, a referência de Rogge é tanto mais importante pelo facto de Macau não ser membro do COI. A região asiática vai ser nos próximos anos o palco de eventos como os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, Jogos da Commonwealth em Nova Deli, além de outras iniciativas, como os Jogos da Ásia em 2009 em Hong Kong, Jogos Asiáticos de Inverno em 2007 em Chang Chun, Jogos Asiáticos de Cantão em 2010, e Jogos Asiáticos em Recinto Coberto em Macau, também em 2007. Para Manuel Silvério, vice-presidente do Conselho Olímpico da Ásia, Macau está nesta reunião porque os dirigentes da Associação dos Comités Olímpicos mundiais reconhecem o trabalho “efectuado em prol do desenvolvimento do movimento olímpico na Ásia”, um facto que é “inegável”. “Ninguém pode pôr em causa a capacidade organizativa, a autonomia de Macau e os resultados visíveis do trabalho e do contributo de Macau para o movimento olímpico na Ásia”, afirmou Manuel Silvério. O mesmo responsável, que há cerca de 20 anos tem participado nos esforços para a entrada de Macau no COI, referiu também que os estatutos de Macau são claros e que o território é uma Região Administrativa Especial da China com o mesmo estatuto político e de autonomia de Hong Kong, que tem assento no COI. Silvério sustentou também que se os dirigentes do movimento olímpico não querem compreender a realidade de Macau, os que têm lutado para a entrada no Comité Olímpico Internacional “não podem estar preocupados”, mas sublinhou que é o COI “que tem de pensar nas suas responsabilidades” e “na injustiça que está a cometer nomeadamente para os jovens desportistas na Região”.