HÁ 20 ANOS
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WYNN A CAMINHO DO COTAI

Steve Wynn esteve recentemente na RAEM a verificar o andamento das obras de construção do hotel-casino Wynn Macau e a avaliar outras oportunidades para desenvolvimento de novos projectos no território, noticiou o “Las Vegas Gaming Wire”, que sublinha o facto do presidente da operadora se mostrar bem mais interessado em discutir os planos da empresa para o território do que os resultados do exercício financeiro do último trimestre de 2005. Num encontro com analistas e investidores, realizado em Las Vegas, Steve Wynn revelou designadamente que a operadora está prestes a receber do Governo da RAEM a concessão de um terreno no COTAI com 54 hectares, uma área que possibilitará a construção de três hotéis-casino. Os analistas ficaram também a saber que a Wynn Resorts irá gerir todos os potenciais empreendimentos a construir no COTAI, embora Wynn tenha mostrado abertura para a constituição de parcerias para o projecto. “A semana passada foi muito frutífera e fértil em acontecimentos”, sublinhou Wynn durante o encontro que, à partida, visava fundamentalmente a divulgação dos resultados financeiros do trimestre terminado a 31 de Dezembro de 2005, data que marcou também um período de 248 dias de operações do resort Wynn Las Vegas, onde a empresa investiu 2,7 mil milhões de dólares americanos. “Tomámos algumas decisões estratégicas muito importantes. O nosso objectivo é levar para Macau o nosso ‘show’ e fazer um bom trabalho lá”, frisou Steve Wynn. Adiantando que a abertura da fase inicial do Wynn Macau está prevista para 5 de Setembro, Steve Wynn garantiu, todavia, que não hesitará em adiá-la por algumas semanas, ou mesmo um mês, caso entenda que os níveis de serviço e do pessoal não estão de acordo com os seus próprios padrões pessoais. Disposto a desembolsar, se necessário, mais sete ou oito milhões de dólares para suportar os custos de um adiamento, Wynn considerou Macau como a “jogada de abertura na Ásia” para sustentar a importância da entrada da operadora num mercado em crescente desenvolvimento. “É o princípio do nosso papel enquanto empresa asiática e, por isso, o momento não deve ser desperdiçado ou esbanjado”, frisou, acrescentando que “tem tudo a ver com a formação, com o serviço e as pessoas”.