APEP CONTRA AUMENTO DAS PROPINAS NA EPM
A resolução do financiamento da Escola Portuguesa de Macau (EPM) não está no aumento das propinas, como defende o presidente da Fundação Oriente (FO), “mas na procura de soluções alternativas e viáveis”, defende José Oliveira Paulo, presidente da Associação de Pais da Escola Portuguesa de Macau (APEP). “Se a Fundação Oriente se quiser pôr fora do processo da Escola Portuguesa de Macau, deve dizê-lo claramente, não é empurrando a responsabilidade do ‘buraco financeiro’ para os pais e encarregados de educação que já estão sobrecarregados”, disse ao JTM Oliveira Paulo, justificando que todos os parceiros sabiam perfeitamente, aquando da criação da Fundação da EPM, qual era a estrutura delineada para o financiamento do projecto. Alegando que desde a assinatura do acordo até aos dias de hoje os encargos financeiros “não se alteraram significativamente”, Oliveira Paulo diz não compreender os motivos que levam agora os administradores da FO a afirmar que não esperavam que as verbas necessárias para os custos da operação da EPM fossem tão elevadas. O presidente da APEP teme que a tendência da população escolar seja para diminuir, tal como aconteceu no presente ano lectivo, com uma quebra na ordem dos 100 alunos, “o que faz com que os custos fixos sejam divididos por menos alunos, tendo reflexo no aumento de propinas”. “Não estamos numa situação de má gestão, estamos pura e simplesmente numa situação de economia de escala”, ressalva o mesmo responsável. Explicando que os valores em questão são da responsabilidade da FEPM, tendo de ser aprovados pelo respectivo Conselho de Administração, Oliveira Paulo afirma que todos os parceiros “sabem perfeitamente os montantes que estão em jogo”. “O que temos sabido, não só através do presidente, mas também de outros administradores da FO, o grande investimento da instituição é direccionado para a EPM e há a necessidade de reduzir esse financiamento para desviar esses montantes para outras actividades”.



