HÁ 20 ANOS
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SUSANA CHOU NÃO QUER CASINOS À PORTA DA AL

A presidente da Assembleia Legislativa (AL) de Macau afirmou não existir ainda um plano definido para a mudança de instalações, mas sublinhou não gostar de “abrir a porta e ver um casino ao lado” daquele órgão de poder. Segundo Susana Chou, a questão da mudança de instalações foi discutida após ter tomado conhecimento de que os tribunais superiores de Macau, instalados num edifício ao lado da Assembleia Legislativa, vão abandonar o local para ocuparem um edifício que congregue toda a área da justiça da RAEM, e depois de ter ficado a saber que o Governo não tem terrenos anexos que permitam a expansão da AL. “Há cerca de dois anos pedi ao Governo um terreno ao lado da Assembleia para uma futura expansão do actual edifício e fiquei a saber que não há ali nenhum terreno que seja da Administração”, assinalou Susana Chou. Por outro lado, defendeu que, com o actual elenco de 29 deputados, a Assembleia pode funcionar no mesmo espaço, mas existem apenas mais dois assentos disponíveis para um futuro alargamento do leque parlamentar. “Um dia, com um eventual alargamento da Assembleia para mais de 31 deputados, teremos de sair dali”, disse, observando que a mudança não será a curto prazo, mas terá de ser feita. Além das questões de espaço existem outros factores – como um projecto de seis edifícios com hotéis, residências, espaço comercial e casino que Stanley Ho vai construir nas imediações dos dois edifícios (Assembleia e Tribunais Superiores) – que reforçam a vontade da segunda e terceira figuras de Macau de saírem dos lagos Nam Van. Por outro lado, a Sociedade Nam Van entregou, aquando da liberalização do sector do Jogo em Macau no ano 2002, vários lotes de terrenos para o desenvolvimento de projectos ligados ao sector das novas concessionárias, entrega que faz com que o Executivo de Macau tenha de encontrar lotes alternativos para compensar aquela sociedade. Os edifícios da Assembleia Legislativa e dos Tribunais Superiores foram inaugurados em 1999, quase no final da Administração Portuguesa do território.