DELTA ÁSIA SOFRE NOVO REVÉS
Seguindo o exemplo de instituições financeiras nipónicas, o Korea Exchange Bank (KEB), o quinto maior da Coreia do Sul, suspendeu as transacções com o Banco Delta Ásia. Em causa, está novamente a alegada associação do banco sediado em Macau ao regime de Pyongyang. O KEB, que é controlado pela empresa de investimento norte-americana Lone Star, suspendeu todas as transacções com o Banco Delta Ásia, incluindo transferências de dinheiro e processamento de notas de crédito, revelou uma porta-voz da instituição financeira sul-coreana. “A suspensão das correspondentes relações bancárias visa evitar quaisquer possíveis problemas que possam advir de transacções com um banco acusado de lavagem de dinheiro”, justificou. Esta foi a primeira vez que uma instituição bancária da Coreia do Sul decidiu suspender relações comerciais com um banco estrangeiro por alegada ligação às actividades ilegais do regime de Pyongyang. Os responsáveis do KEB garantiram, porém, que a decisão foi tomada “voluntariamente”, sem qualquer intervenção governamental ou da administração da Lone Star. A Lone Star detém 51% do capital do KEB, em cuja estrutura accionista participa ainda o Commerzbank, da Alemanha, com 14%. Justificando o corte de relações com o Banco Delta Ásia, a porta-voz do KEB sublinhou ainda que se trata de uma medida de protecção dos interesses da instituição e respectivos clientes face a eventuais sanções financeiras impostas pelos EUA. Na véspera, dois bancos nipónicos – o Bank of Tokyo -Mitsubishi e o Mizuho Corporate Bank – anunciaram também a suspensão das relações comerciais com o Banco Delta Ásia, depois da Administração Bush ter proibido qualquer tipo de transacção entre cidadãos e entidades dos EUA e o banco sediado em Macau. O Delta Ásia tem negado as acusações de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro, contrabando de narcóticos e cigarros e passagem de dólares falsos para financiamento do programa nuclear norte-coreano.



