SJM ABSORVEU TRÊS QUARTOS DO MERCADO
As receitas brutas geradas pelos casinos da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) representaram cerca de 75% do total do mercado em 2005. Os 17 casinos em funcionamento no território em 2005 geraram receitas brutas totais superiores aos 46.000 milhões de patacas, mais 11,2% do que o montante apurado em 2004, continuando a SJM de Stanley Ho a ser a principal contribuinte para os cofres do Governo que fecharam o ano com um encaixe de cerca de 17.500 milhões de patacas em receitas directas e indirectas. Controlando 15 dos espaços de jogo em operação na RAEM em Dezembro de 2005 – na semana passada, o número aumentou para 16 com a abertura do casino Emperor – a SJM gerou um total de receitas brutas correspondente a cerca de três quartos do mercado local, segundo dados divulgados pelo “China Daily”. Em termos de distribuição das quotas de mercado, a Galaxy superiorizou-se ligeiramente ao Sands Macau, obtendo 15% das receitas brutas totais contra 10% do casino gerido pelo grupo de Sheldon Adelson. Depois de um crescimento de cerca de 40% em 2004, a indústria do Jogo registou no ano ora findo um abrandamento no seu ritmo de crescimento, circunstância que os analistas atribuem ao facto de não se ter verificado em 2005 nenhuma inauguração com a mesma dimensão da do casino Sands. Analistas do sector, citados pelo “China Daily”, sustentam que a indústria do jogo de Macau poderá registar em 2006 um crescimento na ordem dos 20% relativamente ao volume das receitas brutas, devido fundamentalmente à abertura de grandes espaços como os da Wynn Macau e Galaxy. A exemplo do impacto gerado pela inauguração do Sands Macau em Maio de 2004, o hotel-casino da Wynn Macau deverá atrair ao território um grande número de apostadores, prevêem os analistas, ao sublinhar que a empresa de Steve Wynn desempenhou um “papel pioneiro” em Las Vegas no que respeita à introdução do conceito de “resort integrado”.



