HÁ 20 ANOS
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FALTA DE RECURSOS HUMANOS É “O GRANDE DESAFIO” DA PJ

Em processo de adaptação a uma nova realidade subsequente à liberalização do sector do Jogo, e marcada por um forte crescimento turístico de Macau, a Polícia Judiciária enfrenta hoje novos desafios, o maior dos quais, segundo o seu director, assenta na escassez dos recursos humanos. Em entrevista ao JTM, Wong Sio Chak não esconde também alguma preocupação sobre o fenómeno da delinquência juvenil e as dificuldades sentidas no combate ao crime transfronteiriço e lamenta que conceitos como “acções dissimuladas” ou “agente infiltrado” continuem algo distantes do território. “O desafio começa por residir no número cada vez maior de turistas e das actividades económicas desenvolvidas em Macau, o que tem reflexos no aumento da criminalidade, sobretudo no âmbito do crime organizado, dos crimes económicos, transfronteiriços ou relacionados com alta tecnologia. Para nós, PJ, o grande desafio passa pela falta de recursos humanos. Antes da transferência de soberania, tínhamos um efectivo com mais de 300 elementos e, embora hoje, contemos com cerca de 485, sentimos muita falta de pessoal. Actualmente, Macau já tem 19 casinos, vários dos quais a funcionar durante 24 anos, e para nós é muito difícil organizar o trabalho do pessoal”, disse Wong Sio Chak. “Faltam-nos essencialmente investigadores. É muito difícil recrutar um investigador porque muitos não conseguem aguentar até ao final do curso, ao longo de um processo que envolve a formação propriamente dita, o exame e o estágio”, especificou, notando que há muitos candidatos ao curso, mas “nem todos satisfazem os requisitos necessários”.