HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

CANDIDATURA À AL PARA “MARCAR PRESENÇA”

O projecto da segunda candidatura da comunidade às eleições legislativas de Setembro “não funciona por critérios matemáticos”, admitiu Leonel Alves, principal instigador do projecto. A eventual lista – nada ainda foi anunciado ou assumido sublinhe-se – surge “para marcar presença num dos mais importantes momentos políticos da RAEM”, frisou ainda aquele membro do Conselho Executivo. Leonel Alves acrescenta que a lista “vem dar resposta à necessidade por todos nós sentida da indispensabilidade de se lançar o alerta que a comunidade tem de se sintonizar” para as novas realidades. Partindo do princípio que “é legítima aspiração” de uma qualquer candidatura assegurar um assento na Assembleia Legislativa, o deputado eleito por sufrágio indirecto define que “o mais importante é aproveitar a oportunidade para chamar a atenção da comunidade e da necessidade de se repensar a Macau do futuro”. “A participação maciça no acto eleitoral seria a maior prova que a comunidade está integrada na vida pública da RAEM e que não abdica do seu direito de voto”, advogou ao JTM Leonel Alves frisando que “lamentável seria se os cadernos eleitorais se voltassem a pautar por uma maciça abstenção da comunidade macaense”. Embora não acredite numa “estrondosa derrota” numérica na contagem das urnas, o deputado considera que se tal se vier a concretizar “a responsabilidade terá de ser repartida por todos” quantos não se dignaram comparecer às urnas. “Podemos até perder, mas bem. Não podemos é perder, vergonhosamente, por falta de comparência”. O deputado, que voltará a submeter-se ao sufrágio indirecto em Setembro, acrescentou que se tem revelado difícil encontrar disponibilidades junto da comunidade, rendida ao “comodismo” das suas vidas para formar uma segunda lista. (…) O presidente da ATFPM e conselheiro das Comunidades Portuguesas, Pereira Coutinho, adiantou-se às intenções e formalizou já publicamente a sua candidatura.