
HÁ 20 ANOS
GRUPO ESPÍRITO SANTO VEM ESTUDAR EXPANSÃO
O grupo Espírito Santo está a estudar a possibilidade, de a partir de Macau, expandir a sua actividade na República Popular da China. “Estamos a efectuar contactos para criar uma “joint-venture” com entidades financeiras da República Popular da China para actuar no mercado chinês”, disse ontem à agência Lusa um responsável do grupo Espírito Santo. “Trata-se de um mercado com grandes potencialidades e oportunidades que não pode ser ignorado estando localizado na zona de maior desenvolvimento económico do mundo: a região da Ásia-Pacífico”, assinalou também a mesma entidade. Uma delegação do grupo encontra-se em Macau em reuniões de trabalho destinadas a estudar a possibilidade de arrancar a curto prazo, com uma associação ligada a interesses financeiros chineses. A deslocação segue-se à vinda de Ricardo Espírito Santo, presidente executivo do Banco Espírito Santo ao Território e à República Popular da China, em Abril passado, integrado na comitiva do primeiro-ministro Cavaco Silva.
DISCUSSÃO NO GLC:
ADESÃO À UNESCO
E A PENA DE MORTE
Portugal e a China estão a preparar o processo de adesão de Macau à UNESCO, revelaram ontem as delegações dos dois países ao Grupo de Ligação Conjunto (GLC), no final de uma reunião de trabalho realizada no Território. “Entende-se que a adesão de Macau à UNESCO, uma das organizações das Nações Unidas com maior prestígio, é da maior utilidade pelos programas de apoio que aquele organismo propicia”, disse o chefe da delegação portuguesa ao grupo de trabalho do GCL sobre as organizações internacionais, Jorge Mendes. Han Zhaokang indicou, por sua vez que o processo de adesão de Macau à UNESCO começou agora a ser discutido pelas duas partes, mas salientou que a delegação chinesa concorda, em princípio, com a iniciativa. Falando no final da reunião, Han Zhaokang defendeu, por outro lado, que o projecto do código penal de Macau, incluindo as disposições sobre a pena de morte, deve ser discutido à luz do espírito da declaração conjunta e da lei básica.(…)Escusando-se a especificar as objecções da parte chinesa ao projecto do código penal, entregue pela parte portuguesa em Novembro de 1993, Han Zhaokang confirmou que os elementos das duas delegações abordaram a questão da pena de morte na reunião do grupo da GLC, sobre a localização de quadros, tradução das leis e adopção da língua chinesa na administração.



