HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

As polícias de Macau têm actuado de maneira “firme, determinada e eficiente” no combate ao crime organizado, considerou o governador Rocha Vieira à partida para Lisboa, onde assistirá à inauguração da Expo-98. A actuação das polícias de Macau tem permitido obter resultados que Rocha Vieira considera “notáveis dada a dificuldade em actuar neste ambiente contra a criminalidade organizada e dada a dimensão de Macau”. “Julgo que as nossas forças de segurança nos têm dado motivos não só de satisfação mas também de solidariedade e um sentimento de que podemos confiar nelas”, afirmou o governador que se deslocou a Portugal a convite do Presidente da República. Rocha Vieira sustentou também que a “cooperação internacional é fundamental para lutar” contra a criminalidade organizada. “Temos pedido essa colaboração, que tem de ser mais empenhada e cada vez mais eficaz para que se possa ter resultados positivos”, indicou. O governador salientou que a actuação das polícias de Macau permitiu já a detenção de cerca de 400 indivíduos que foram presentes a tribunal, tendo “muitos deles” ficado em prisão preventiva, disse Rocha Vieira, salientando que muitos dos detidos “pertencem a associações que são de criminalidade organizada”.

 

FOGO DESTRÓI EDIFÍCIO HISTÓRICO

O “Cantão” ardeu. O velho edifício onde esteve instalado um dos hotéis que em tempos foi dos mais preferidos de Macau, situado na zona do Porto Interior, teve ontem à noite um fim inesperado: pelo fogo. O edifício encontrava-se há cerca de oito anos abandonado e protegido com monumento, tendo servido muitas vezes a cineastas de Hong Kong como cenário para várias películas. O incêndio, de grandes dimensões, terá deflagrado por volta das oito horas da noite de ontem, pondo em alvoroço muitos dos moradores daquela zona ribeirinha. Claro que os bombeiros compareceram prontamente, mas para além do trabalho de debelar o fogo e de rescaldo, deixando fora de risco as moradias mais próximas, não puderam salvar a velha estrutura. Não houve, portanto, vítimas a lamentar e as causas do sinistro são ainda desconhecidas. De qualquer maneira é sempre de lamentar o desaparecimento de mais um testemunho de outros tempos de Macau.