HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Portugal e a China chegaram a acordo sobre a instalação do consulado-geral português na futura Região Administrativa Especial de Macau, anunciou o China Daily. Segundo o diário de língua inglesa publicado em Pequim, as diplomacias dos dois países concluíram as negociações na quarta-feira, tendo acordado na instalação do consulado-geral de Portugal a 20 de Dezembro, o primeiro dia de existência da RAEM. O acordo formaliza entre os dois países o estabelecimento do consulado-geral em Macau, cujo trabalho de prestação de serviços consulares como emissão de vistos, passaportes e bilhetes de identidade já é actualmente assegurado em Macau pelo Gabinete-Instalador do Consulado-geral de Portugal no território. Cerca de 53 países estão oficialmente acreditados em Macau, através de consulados-gerais ou de consulados honorários, embora a maioria dos representantes diplomáticos estrangeiros acreditados no território estejam baseados em Hong Kong. O China Daily adianta que a China está em negociações com 17 desses países, tendo em vista a manutenção das respectivas representações diplomáticas na futura RAEM, sendo que Pequim já chegou a acordo com os outros 36.

 

QUEIXAS DOS CONSUMIDORES AUMENTARAM NAS ZONAS ESPECIAIS VIZINHAS 

As queixas dos consumidores contra a indústria de serviços têm aumentado nas regiões vizinhas de Shenzhen e Zhuhai, segundo revelaram os representantes da Comissão dos Consumidores dos dois territórios. Num seminário sobre o tema, “Troca de informações sobre a protecção dos consumidores sob um país, dois sistemas”, o presidente da Associação dos Consumidores da China, Zhao Tian Dian, referiu o trabalho da protecção do consumidor e desenvolvimento na República popular da China, salientando que ali “existem 3086 associações de consumidores, que apoiam os respectivos serviços a fiscalizarem ‘os métodos da gestão de qualidade’ para os sectores de indústrias como a indústria de tinturaria e salões de beleza”. Na sua intervenção, o vice-presidente da Comissão dos Consumidores de Shenzhen, adiantou que “até final de 1998, a Associação dos Consumidores da China e suas congéneres receberam 43 milhões e 660 mil queixas”, esclarecendo que “em Shenzhen, além de queixas contra a qualidade de produtos, as participações abrangem os sectores de serviços como reparações, salões de beleza, restaurantes, gestão do imobiliário, turismo, seguros, etc”.