HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O Chefe do Executivo estará presente na recepção que o cônsul-geral oferece amanhã, por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Edmund Ho juntar-se-á a mais de mil convidados que participarão num encontro que assinalará o dia e que decorrerá na residência do cônsul-geral de Portugal, Carlos Frota, o antigo Hotel Bela Vista. A ministra da Saúde Manuela Arcanjo, que chegou ontem a Macau, representa Portugal nas primeiras comemorações do dia 10 de Junho desde que o Território deixou de ser administrado por Portugal. Na recepção, que reunirá igualmente os representantes consulares acreditados em Macau, a ministra fará uma intervenção onde reafirmará o empenho de Portugal para com comunidade portuguesa do território no quadro de uma nova relação entre Macau e Portugal. Carlos Frota disse ontem à Lusa que a visita da representante do governo português é importante, uma vez que é o primeiro ano que a comunidade portuguesa de Macau passa num contexto novo. “O dia 10 de Junho, será um dia de emoção, mas decorrerá dentro de um forte espírito de amizade e colaboração com as novas autoridades da Região Administrativa Especial de Macau”, referiu Carlos Frota. A fadista Ana Bobone e o grupo musical “The Gift” vão participar este ano em Macau nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesa.

 

UE TEME IMIGRAÇÃO ILEGAL

Para Macau e Hong Kong subirem à chamada “Lista Branca” dos Estados Terceiros (e Territórios), cujos titulares dos seus passaportes estão aptos a entrar em todo o espaço Schengen, sem necessidade de visto (para uma estada máxima de três meses), é necessário que uma maioria qualificada no seio do Conselho de Ministros aprove esta proposta, avançada pela Comissão Europeia. Certos Estados Membros da União Europeia não vêem com bom grado esta subida à “Lista Branca”. Temem que Macau e Hong Kong se transformem em placas giratórias para a imigração proveniente da República Popular da China, caso as suas fronteiras não sejam bem controladas, e que isso provoque uma eventual imigração ilegal, da RAEM e RAEHK para o espaço de livre circulação da União. Há também o receio de que os passaportes de Macau e Hong Kong sejam susceptíveis de falsificação por parte dos imigrantes da China continental. Apesar de tudo, estas preocupações são manifestadas à margem das conversações oficiais entre os ministros dos Quinze. Portugal e Reino Unido, devido às relações que mantêm com a RAEM e RAEHK, batem-se pela isenção dos vistos.