As explosões que feriram jornalistas e agentes policiais registaram-se por volta das duas horas da madrugada, na Estrada Coelho do Amaral, num beco próximo ao Hospital Kiang Wu. O primeiro rebentamento serviu de “isco” para o segundo ataque que tudo leva a crer ter sido activado por controlo remoto. Foi o décimo atentado desde o início do ano, que causou 15 feridos, numa acção que as forças policiais não hesitaram em classificar como típicas do crime organizado. “Tratou-se de mais acção do crime organizado para nos amedrontar e contra as iniciativas que temos vindo a desenvolver, disse em conferência de imprensa João Manhão, inspector da Polícia Judiciária. Para muitos dos repórteres, tratou-se do primeiro acidente de que foram vítimas. “Sendo repórteres da linha da frente não pensamos na segurança”, disse Leung Kin Wa, operador de câmara de Hong Kong. O Governador de Macau reagiu dizendo que as explosões constituíram “um acto de desespero” face à eficácia das forças de segurança. Rocha Vieira classificou-o como um acto de terrorismo e reafirmou a vontade das autoridades locais de continuar a combater o crime organizado, para o que contam “com a cooperação” da China “para lutar contra este tipo de procedimentos”.
AGENTES CULTURAIS PEDEM APOIO FINANCEIRO
Inúmeras associações pediram ao Conselho de Cultura para saber quantas patacas é que a Administração pretende desembolsar no próximo ano. Com uma periodicidade trimestral, a Administração concede subsídios a 106 associações, ao mesmo tempo que o Governo apoia cerca de 300 projectos individuais. Por isso mesmo, sugestões não houve muitas, mas em contrapartida, a reunião que decorreu nas instalações do Centro de Actividades Turísticas serviu para um estreitamento de relações entre a Administração e os agentes culturais, que uma vez mais manifestaram preocupações de ordem material, uma vez que dependem dos apoios financeiro, logístico e do pessoal para prosseguirem as suas actividades. “A cultura é a alma de um povo e por isso é importante que sejam apoiadas todas as actividades culturais, reforçando-se deste modo a identidade de Macau”, disse Salavessa da Costa.




