HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Os planos para a nova cidade estão a andar a bom ritmo. A par do posto fronteiriço e a ponte que irá ligar Coloane à Ilha da Montanha, que têm de estar prontos antes de 1999, a nova urbanização contará ainda com uma marina e um centro de convenções. A nova urbe foi projectada para suportar o futuro crescimento económico e demográfico do Território e criar as condições para a sua qualificação urbana, através da instalação de importantes equipamentos sociais na área do desporto, cultura, educação, saúde e lazer. Constituirá por outro lado, o nó das futuras ligações terrestres à China. A marina que irá surgir a sul do hipódromo da Taipa vai servir para albergar cerca de 150 embarcações. contando ainda com uma pousada com 150 quartos, um “Marina Club”, um hotel com 350 camas, 45 residências, uma zona de apartamentos, campos de ténis, piscinas e diversas áreas verdes. O futuro Centro de Convenções e Exposições, cujas obras de construção foram temporariamente interrompidas, terá duas torres de 30 pisos, nas quais serão incluídas as salas de conferências e exibições, um hotel e um “aparthotel”, um “business centre” e ainda recintos para actividades desportivas. A estes dois empreendimentos privados já em construção, podem-se juntar outros dois. Um deles é da responsabilidade de um grupo encabeçado por David Chow, no valor de 3,5 mil milhões de patacas. Este projecto, já em apreciação no Grupo de Ligação Conjunto, resume-se a uma “Mega City” que vai ocupar cerca de 40 hectares e incluirá um hotel com dois mil quartos, campos de ténis, piscinas, urna escola de golfe e uma praia privada com ondas artificiais. O outro projecto, que deverá ter início no ano 2000, vai permitir a ligação ferroviária a Cantão.

 

GOVERNO ESCLARECE ORÇAMENTO PARA 1999

O director do Serviços de Finanças participou numa sessão de trabalhos do grupo de trabalho da Comissão Preparatória da Região Administrativa Especial de Macau, na cidade de Zhuhai, e durante cerca de quatro horas prestou esclarecimentos sobre a estrutura de receitas e despesas do orçamento e, sobretudo, sobre a decisão do governo do Território de incluir no orçamento de 1999 saldos acumulados de anos anteriores. Carlos Ávila disse no final da sessão de esclarecimento que “foram desfeitas dúvidas” e que membros da Comissão Preparatória se manifestaram “satisfeitos com as explicações dadas”. O director dos Serviços de Finanças explicou ao grupo de trabalho da CP que os saldos, no valor de 2,4 mil milhões de patacas, foram incluídos na rúbrica “previsão orçamental”, não fazendo parte das verbas orçamentadas para despesas em 1999.