HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Os grupos de trabalho para os assuntos jurídicos, sociais e culturais da Comissão Preparatória da futura Região Administrativa Especial de Macau reúnem-se em Pequim de 14 a 16 de Dezembro, anunciou ontem a agência de notícias Xinhua. A definição de residente de Macau e a estrutura do sistema judiciário da RAEM vão estar em discussão no grupo para os assuntos jurídicos que abordará igualmente a questão da nacionalidade. A Xinhua revela no comunicado que no grupo para os assuntos sociais e culturais será abordada a formação da comissão que vai organizar as actividades da transferência da Administração a 19 de Dezembro de 1999 e a utilização da futura bandeira e símbolo da RAEM. A última reunião da CP da RAEM decorreu em Zhuhai nos dias 27 e 28 de Novembro. A próxima reunião plenária da CP da RAEM realiza-se em Pequim a 15 e 16 de Janeiro de 1999, prevendo-se que nessa altura sejam anunciadas decisões relativas às questões da nacionalidade e à formação da comissão de selecção que escolherá o futuro chefe do executivo da RAEM.

 

MURTEIRA NABO PREVÊ FUTURO “GLOBAL”

As sociedades do futuro terão uma perspectiva “global, digital e de grande mobilidade de pessoas, serviços e bens” deixando de existir “países pequenos” porque “a periferia e a geografia darão lugar ao conhecimento em rede e à infoliteracia”. A visão é do presidente do grupo Portugal Telecom, Murteira Nabo, que ontem proferiu uma conferência no World Trade Center de Macau. Murteira Nabo defendeu que países, como Portugal, sem “situações geoestratégicas ou recursos naturais assinaláveis, passarão a desempenhar no futuro um papel muito mais relevante se conseguirem desenvolver as competências da nova era digital”. O presidente da Portugal Telecom, que foi orador convidado no World Trade Center de Macau para falar sobre Globalização de Mercados e Telecomunicações, disse que em Portugal estão a ser lançadas “bases sólidas” para uma “sociedade de informação”, que colocam o País “por direito próprio, nos centros internacionais de decisão”. Para o ex-Encarregado de Governo de Macau, o mundo atravessa transformações “no sentido de um modelo de sociedade suportado no valor da informação e do conhecimento” e “sendo o conhecimento e a inovação os principais motores deste novo modelo de desenvolvimento, cabe á infra-estrutura de telecomunicações, ou mais propriamente de ‘infocomunicações’, o papel de meio por excelência de divulgação desse conhecimento”.