HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

A pouco mais de um mês da transferência da administração, a Comissão Europeia vem reafirmar a sua convicção que “Macau é um trampolim natural para a penetração da União Europeia na região”. A posição das autoridades europeias surge num relatório, em preparação há algum tempo no seio da Comissão Europeia, à semelhança do que, aliás havia acontecido antes da mudança de soberania em Hong Kong. No documento intitulado “A União Europeia e Macau para além de 2000” começa por referir os fundamentos das relações entre Macau e a UE, salientando-se que “a União Europeia e Ma-cau partilham de direitos e valores semelhantes”. O texto, a que o JTM teve acesso acentua que a Declaração Conjunta (DC) assinada por Portugal e China prevê a criação de uma região administrativa especial com um elevado grau de autonomia e a manutenção do primado da lei, incluindo as actuais liberdades e direitos, nomeadamente as liberdades pessoais, expressão, imprensa e comunicação, religião e crença, associação e movimento, investigação académica, direito à greve, escolha de profissão e propriedade privada”. Salientando que estes princípios foram recebidos pela Lei Básica, o texto que foi aprovado por todos os comissários europeus sob proposta de Chris Patten, que tem o pelouro das relações externas, realça que “a tolerância cultural e a liberdade de religião e culto surge de forma proeminente como parte da identidade de Macau”, acentuando que “todos estes direitos, liberdades e valores devem ser salvaguardados”. “A autonomia e respeito pela liberdade e direitos fundamentais são indissociáveis do conceito ‘um país, dois sistemas’ adianta o texto, revelando que “a União Europeia manter-se-á muito atenta no acompanhamento da sua implementação”.

 

CHINA ENALTECE EFECTIVOS DA FUTURA GUARNIÇÃO 

O “Diário do Povo” descreve as tropas que vão ser enviadas para Macau como “excelentes” e soldados “muito disciplinados”. Segundo o jornal, na formação dos efectivos da guarnição, mais de oitenta por cento dos seus oficiais frequentaram a universidade. Duas companhias da futura guarnição militar de Macau, uma das quais de veículos blindados, já prestaram serviço em Hong Kong, revelou o “Diário do Povo”, órgão central do Partido Comunista Chinês. (…) A futura guarnição militar de Macau, que dependerá directamente da Comissão Militar Central, em Pequim, terá menos de mil efectivos, a maioria dos quais do exército.