Fai Chi Kei passou a ser este mês a nona zona modelo de limpeza de Macau. Para assinalar o facto, realizou-se no sábado um debate público com o objectivo de sensibilizar os habitantes daquela área a manter a cidade limpa. “Vamos Limpar o Bairro de Fai Chi Kei” é o lema da campanha naquela zona da cidade onde se concentra um terço dos cerca de 450 mil habitantes de Macau. O aumento da população a que o Território tem vindo a assistir levanta problemas a nível de lixo. Hoss Ho, da Companhia de Recolha de Resíduos Sólidos, revelou que a media diária de recolha do lixo é de 450 toneladas, o que representa um quilo de lixo por habitante. Papéis e sacos plásticos constituem a principal fatia do lixo recolhido nas vias públicas. O prof. Vong Cahu Son, um dos intervenientes no debate público, sugeriu o reforço da intervenção do Governo no sector de limpeza, através da criação de legislação apropriada para proteger o ambiente da cidade. O mesmo responsável considera que, para além da promoção de campanhas de sensibilização, Macau deve adoptar Singapura como modelo no sentido de educar as crianças sobre a higiene pessoal e da cidade. Na sua intervenção, Alice João Maia, responsável dos serviços de Autoridade Sanitária, disse que o crescimento da cidade diminuiu, sem dúvida, a qualidade de vida, salientando que a higiene individual ou de um aglomerado, e da cidade em geral, pode ser um dos factores para evitar doenças contagiosas como a hepatite e a cólera. Além da limpeza das zonas residenciais da cidade, foi também abordado o tem da protecção do ambiente.
AEROPORTO PODERÁ TER TERCEIRA LIGAÇÃO À EUROPA
Apesar da TAP ter deixado de voar para Macau, o aeroporto internacional mantem duas ligações à Europa, através da Singapura Airlines e da Eva Airlines de Taiwan. Em breve poderá surgir uma terceira alternativa de voos para o continente europeu. A companhia interessada, que pediu anonimato, segundo explicou ao nosso jornal José Queiroz, presidente da Autoridade de Aviação Civil de Macau, ainda não tem licenciamento para efectuar voos de passageiros, mas aguarda que esta lhe seja atribuída em breve pelas autoridades do país onde pretende fixar a sua sede (Austrália ou Nova Zelândia). O objectivo da futura companhia aérea é utilizar Macau como escala para voos para a Europa e outras regiões do globo. Nada se sabe ainda em relação a datas, porque a própria empresa ainda não está constituída, segundo adiantou José Queiroz. Se os planos da companhia se vierem a concretizar, o seu pedido será devidamente apreciado pelas autoridades do Território, reconhecendo o presidente da AACM que “seria interessante que se concretizasse”.



