Macau foi surpreendido este fim-de-semana pelo anúncio do estacionamento de tropas chinesas no Território, depois de 1999. Uma decisão cujo “timing” terá muito que ver com a situação da segurança – embora uma e outra coisa não possam ser formalmente associadas – e a pensar…em Taiwan. O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro da China, Qian Qichen, durante a cerimónia de abertura da sessão plenária da Comissão Preparatória. Os membros da comissão foram os primeiros a escutar esta decisão de Pequim. Quando Qian anunciou a decisão do Governo chinês em estacionar uma guarnição do Exército de Libertação em Macau, a reacção dos membros da Comissão Preparatória foi clara. Dez segundos de aplausos dos membros significaram que o Governo chinês fez a declaração numa altura “apropriada”. A maioria de pessoas, incluindo os membros da Comissão Preparatória, relacionou a decisão do estacionamento das tropas com o problema de segurança pública em Macau. Contudo, a mensagem tornou-se mais clara posteriormente, quando uma fonte oficial chinesa salientou que a decisão do estacionamento da guarnição militar não tinha nada que ver com o problema de segurança em Macau – as duas coisas são distintas. (…) O anúncio de Qian Qichen foi “manchete” do noticiário da CCTV (a televisão oficial chinesa) durante a obra nobre. Já no noticiário da tarde a notícia ocupava o segundo lugar no alinhamento do telejornal da CCTV.
UM FERIADO PORTUGUÊS PODERÁ MANTER-SE
O Natal, a Páscoa e outras datas católicas continuarão a ser feriado em Macau depois de a administração do Território passar para a China, mas os outros feriados portugueses serão abolidos, embora um deles possa manter-se. O calendário foi aprovado no fim-de-semana em Pequim pela Comissão Preparatória. Além do dia e da véspera de Natal, também a Sexta-Feira Santa e o Dia da Imaculada Conceição (8 de Dezembro) continuarão a ser feriados. Feriados tradicionais chineses que não são observados na República Popular da China, caso do “Dia do Culto dos Antepassados” ou o “Solstício de Inverno”, vão igualmente manter-se. Sexta-feira, um elemento da referida Comissão admitiu que um dos quatro feriados “tipicamente portugueses” (25 de Abril, 10 de Junho, 5 de Outubro e 1 de Dezembro) poderia ser mantido. Por ocasião do Dia Nacional da República Popular da China (1 de Outubro), os habitantes de Macau passarão a ter dois dias de feriado, e não apenas um, como já acontece.




