O Centro Cultural de Macau (CCM), cujos custos globais rondarão 960 milhões de patacas, deverá ser inaugurado em 19 de Março de 1999, anunciou ontem o Governador Rocha Vieira. Falando no final de uma visita às obras do CCM, Rocha Vieira referiu que a possibilidade de o CCM ser utilizado para a cerimónia de 19 de Dezembro de 1999 que assinalará a transferência de Macau para a administração chinesa é uma decisão que cabe a Portugal e à China. “Se o local é este ou outro, não compete ao Governador de Macau responder. A cerimónia de transferência é algo que tem de ser acordado entre Portugal e a República Popular da China através dos contactos próprios, no local próprio e na altura própria”, afirmou Rocha Vieira, acrescentando que o assunto “ainda não foi decidido”. Rocha Vieira referiu, por outro lado, que o aumento em 20 por cento dos custos globais do projecto, avaliados inicialmente em cerca de 800 milhões de patacas, deve-se à “complexidade da obra” e não a “alguma falta de controlo ou a algo que possa ser tido como negligência”. “Os custos correspondem àquilo que foi efectuado”, disse Rocha Vieira, sublinhando que os encargos financeiros com o projecto serão repartidos entre o Governo e a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau.
ORÇAMENTO MANTÉM A AUSTERIDADE PÚBLICA
O próximo orçamento do Território continuará a manter a política de austeridade, reduzindo as despesas públicas – revelou o director das Finanças no final da reunião do grupo de Assuntos Económicos da Comissão Preparatória, em Zhuhai, onde Carlos Ávila se deslocou para dar conta da “saúde” financeira de Macau. O primeiro dia de trabalhos do grupo para os assuntos económicos da CP, que teve lugar ontem na cidade vizinha, ouviu do director de Finanças, Carlos Ávila, uma exposição sobre a situação financeira de Macau na sequência de uma decisão do Governador Rocha Vieira que visa disponibilizar funcionários públicos para prestarem esclarecimentos à CP “quando esta os solicite e nos casos em que lhes possam ser úteis”. “Durante a minha exposição referi a preparação de um orçamento em termos genéricos e abordei as possibilidades financeiras de Macau, nomeadamente os saldos acumulados e os resultados apurados em 1997 e no primeiro semestre de 1998”, disse aos jornalistas Carlos Ávila no final da reunião, que considerou “muito produtiva”.




