Os princípios de equidade, justiça e transparência foram os princípios mais defendidos pela maioria das associações locais sobre o processo de escolha da Comissão de Selecção durante os quatros dias de consultas que a Comissão Preparatória efectuou recentemente em Macau. De acordo com Wong Lai Pui, membro da direcção da União dos Estudantes da Universidade de Macau, o entusiasmo em geral dos estudantes sobre a transferência de soberania de Macau para a China é bastante limitado. Apesar de atribuir pouca importância às audições, admite, no entanto, que o futuro Chefe do Executivo depende muito da Comissão de Selecção e como tal os estudantes deverão também cumprir activamente o papel que lhes cabe na escolha. As audições constituíram, por outro lado, uma grande oportunidade para expressar diversas opiniões, embora cada participante tivesse escassos 10 minutos para expor os seus pontos de vista. Cerca de 300 associações e perto de 900 individualidade participaram nessa consulta. Sobre o método de escolha dos 200 membros da Comissão de Selecção, a União dos Estudantes, embora considere que o sistema de “uma pessoa, um voto” seja a solução mais democrática, crê que o presente ambiente político em Macau não é favorável a isto. Yuen Tze Wing, membro da Associação de Moradores da Taipa, disse que o método directo de eleição “pode ser que não seja apropriado para Macau dada a presente situação política e o nível da educação das pessoas”. Mas para o secretário geral da Caritas o caminho deve ser no sentido do sufrágio directo e universal. Paul Pun refere, contudo, que os eleitores devem ter a consciência dos seus direitos e das opções políticas antes de participarem em eleições.
EPM ABRE MESMO NA SEGUNDA-FEIRA
A Escola Portuguesa vai abrir as suas portas no próximo dia 21 de Setembro, conforme foi anunciado. Quem o garante é a directora daquele estabelecimento, Edith Silva, apesar do atraso de uma semana na entrega da obra. (…) As principais obras estão concluídas, decorrendo também amanhã a montagem das 16 salas de aula, totalmente remodeladas, devendo os tapumes serem retirados este domingo. A empreitada, no valor de 14 milhões de patacas, incidiu em quase todo o edifício, que segundo Edith Silva, já não sofria obras de beneficiação há mais de três décadas, e que obrigaram à instalação de novas caixas de electricidade, sistemas de esgoto e de canalização, e ainda algumas remodelações, que passaram pela transformação de antigas salas de aula em área administrativa, do gabinete da directora e salas de professores.




