Nélson Azevedo

Nélson Azevedo

Na minha opinião, o que faz verdadeiramente falta a Macau é um pouco mais de diversidade, no sentido mais amplo, uma vez que Macau vive em função do jogo e isso poderá revelar-se fatídico a médio/longo prazo.

Apostar noutras áreas que não essa é essencial para que Macau se torne um local mais aprazível de viver, mais internacional, à semelhança da vizinha Hong Kong.

Julgo que o incentivo ao domínio da língua inglesa por parte dos operadores turísticos, taxistas, e demais trabalhadores que contactam com o público seria uma excelente medida.

Podia dizer que faltam muito mais coisas em Macau, pois mesmo estando na RAEM há relativamente pouco tempo, já sinto falta de inúmeras coisas às quais estava acostumado em Portugal, a luz de Lisboa, o sol, as esplanadas, os festivais de Verão e demais concertos, as praias, os gelados do Santini, as vinhas do Douro, entre tantas outras coisas.

No entanto, se Macau tivesse tudo isso, não seria Macau, seria um Portugal na China.

Todavia, considero que o território deverá manter esta sua identidade, pois as suas idiossincrasias fazem deste um local único, sem, no entanto, descurar a modernização e internacionalização, deixando gradualmente de depender em tão larga escala do negócio do jogo.